Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...


terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Silêncio


Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.

"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.

Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.

Observa os anciões para ver como se comportam.

Observa o homem branco para ver o que querem.

Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.

Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos, é ao contrário.

Vocês aprendem falando.

Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.

Em suas festas, todos tratam de falar.

No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.

E chamam isso de "resolver um problema".

Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.

Precisam preencher o espaço com sons.

Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.

Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.

Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.

Se começas a falar, eu não vou te interromper.

Te escutarei.

Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.

Mas não vou interromper-te.

Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.

Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.

Terás dito o que preciso saber.

Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.

Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.

Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.

Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

Existem muitas vozes além das nossas.

Muitas vozes.

Só vamos escutá-las em silêncio.



Kent Nerburn
Texto traduzido por Leela,
"Neither Wolf nor Dog.
On Forgotten Roads with an Indian"

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Respirar com amor no Divino, aqui e agora!

“Foi dito:
quando exalamos, o som é ‘Ham’,
ao inalar, o som é ‘Sô’.
‘Ham’ é a forma de Shiva (a Consciência),
‘Sô’ é a forma de Shakti (a Energia)”Shiva Swarodhaya



“Esteja atento à respiração sem estar preocupado com ela.
Respirar profundamente é bom, pode e deve ser aprendido...
Respirar profundamente não deve ser respirar artificialmente”
Omar Ali-Shah – mestre sufi

 

A combinação da respiração com a mentalização de seu som específico aprimora a concentração no ato de respirar. Morihei Ueshiba falava da importância de aun no kokyu: respirar o som primordial OM ou inspirar tudo. No hinduísmo o mantra que corresponde ao som da respiração, inconscientemente recitado quando se respira, é so ham, que quer dizer “eu sou isso”.

Em japonês a inalação é su e a expiração é haku. Juntos formam suhaku que também quer dizer “eu sou isso”, ou, em termos de Aikido: “Eu sou o Universo”. Nossa respiração individual é parte da respiração Cósmica e meditando nela podemos nos unir ao Cosmos.

Assim como diz um provérbio sufi: “... escutamos música e... nela percebemos certos segredos. Tocam[-se] música[s] e se submergem em ‘estados’”.

Dom Basil Pennington, monge da ordem religiosa da Trapa (ordem derivada da ordem de Cister, que por sua vez deriva dos beneditinos), defende a “oração centrante” onde “apenas nos sentamos, ficamos em Deus e usamos uma pequena palavra de amor para descansar mansamente com Ele. A maioria [das pessoas] pensa que somos loucos. E o que temos? Não temos nada, inclusive abandonamos nossos pensamentos, abandonamos tudo. Morremos para o falso ‘eu’".

Essa prática é descrita também no livro “O Caminho de um Peregrino”, onde um strannik (peregrino russo) buscava compreender as palavras de São Paulo: “Orai sem cessar” (I Ts 5:17), “orar em todas as circunstâncias, pelo Espírito” (Ef 6:18), e “em todo lugar, levantando as mãos puras” (I Tm 2:8). Passagem semelhante existe também no Cântico dos Cânticos, a bela poesia de Salomão que na realidade relata o enlevo amoroso da alma humana por Deus: “Eu dormia, mas meu coração velava” (Ct 5:2).
Mas como orar sem cessar, em todas as circunstâncias inclusive dormindo??! A maioria de nós nem imagina como isso é possível e essa ignorância vem de muito tempo: “porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém” (Rm 8:26).

“Não é necessário estar sempre meditando, nem conscientemente experimentar a sensação de que estamos falando com Deus, não importando o quanto isso seja bom... Permita que seu coração aceite como vindo de Suas mãos tudo o que lhe acontece... Um coração como esse estará orando continuamente”. Madre Teresa de Calcutá (1.910-1.997)
A tradição do budismo Shingon, as escolas hindus de Mantra-yoga, o budismo tibetano Vajrayana, a meditação transcendental de Maharishi Mahesh Yogi e muitos outros, utilizam mantras (palavras ou frases curtas) como forma de oração. Aqui o ensinamento é o mesmo: de se concentrar no sentido do mantra.

Mas quando não há nenhum, se concentra na sonoridade do mesmo, ou se sincroniza com a respiração, até se chegar a um outro estado de consciência. Na seita Amida do budismo se repete a frase Namu Amida Butsu (Glória ao Buda Amida) indeterminadamente, até que a frase fique a reverberar por si mesma, sem influência da mente, do “eu”.

“O japa (recitação) é de três tipos: manasa, upamsu e vachika. Manasa japa é inaudível, mesmo para quem o está fazendo. Upamsu japa é aquele que somente pode ser percebido pela pessoa que o está vocalizando. Vachika japa é aquela repetição em que o mantra é audível. O upamsu japa é dez vezes e o manasa japa é mil vezes mais poderoso que o vachika japa. Japa em velocidade muito baixa pode produzir doenças. Japa demasiado rápido compromete o progresso. Portanto, o japa deve fazer-se de forma contínua e uniforme, como as pérolas de um colar” Mantra Yoga Samhita

De qualquer forma, a concentração numa palavra, numa frase ou numa oração (que pode ser um mantra hindu ou budista, ou uma jaculatória cristã, etc.), visa a direcionar a mente a um só ponto e controlar o livre fluxo dos pensamentos. Mas não se deve dar importância absurda à questão do controle dos pensamentos. Não se deve brigar com os pensamentos, quando notarmos que a mente vagueia a esmo, distraindo-se do objetivo central.

Essa é a natureza da mente e ela capta, a todo o momento, pensamentos externos e forma outros internos, com base em aspectos nossos que devem ser trazidos à consciência e resolvidos, numa sucessão contínua e ininterrupta. Desse modo não devemos achar que está tudo perdido se a mente insiste em se distrair.

Os pensamentos internos, que tem como base nossa memória e nossos sentimentos envolvidos com fatos do cotidiano, devem ser analisados buscando a se entender o seu mecanismo. Transforma-se, então, a oração em uma meditação analítica (Cf. adiante). Quanto aos pensamentos que continuam, os não originados em nosso interior, a nossa atitude deve ser de apenas os deixar passar e voltar a nossa atenção à respiração ou à oração.

Observar o seu surgimento e o seu desaparecer, continuamente, sem apegar-se a nenhum deles. Apegar-se a um pensamento é ir junto com ele e vivê-lo, mudando o foco de nossa concentração para eles. Quando ficamos a observá-los colocamos nossa consciência além dos pensamentos, num ponto em que parece que estamos separados do corpo, totalmente concentrados na oração, embora percebamos também, num nível inferior, as distrações infindáveis da mente. Assim pode-se sentir a presença do Divino enquanto a imaginação vagueia pelo mundano.

OM TAT SAT
AMEM

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do Professor - Educador



"Um mestre funciona como um agente catalisador, cuja simples presença estimula...

É como quando o sol nasce pela manhã e os pássaros imediatamente começam a cantar. Eles surgem voando de todos os lados, celebrando e dando boas-vindas ao novo dia através das canções. O sol não age diretamente sobre eles, mas algo acontece; o ambiente que ele cria faz com que os pássaros se sintam vigorosos, jovens e vivos. As flores começam a desabrochar...

O sol não está se dirigindo a cada flor, forçando-a a abrir, pelo menos não de uma forma direta, entretanto os seus raios dançam ao redor da flor, dando-lhe calor e encorajando-a delicadamente. As flores têm de ser tocadas de uma forma suave. Se você forçar suas pétalas a se abrirem elas não resistirão. Você conseguirá fazer com que se abram, mas ao mesmo tempo elas morrerão. O sol simplesmente cria o clima no qual elas podem desabrochar.

Um desejo interior surge dentro delas, algum instinto misterioso entra em sintonia com o calor do sol. E as flores se abrem e começam a exalar sua fragrância. Exatamente como o trabalho do mestre...
Ele não pode entregar a você aquilo que conhece, mas pode criar um certo campo de energia no qual suas pétalas podem se abrir, no qual as suas sementes são encorajadas, em que você pode criar coragem suficiente para dar o salto, no qual o milagre torna-se possível."

*Texto: O Mestre e o Sol de Osho - Zen: The special transmission

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A Meditação no Vazio

"Fecho os olhos.
Lembro que o sonho
ainda não se perdeu!"
(tirado do msn de um amigo, Adriano)

E respondeu uma amiga, Carla:
"Quando fecho os meus olhos,
vejo os teus olhos,
quando vejo os teus olhos,
abro o meu coração..."
“Meditando centrado no vazio e no não vazio, livre de pensamentos e sem movimento, o sábio fica firme e estável, profundo como um poço d’água” Kaulajnana Nirnaya, 84

“Quando você sabe que está orando, você não está orando adequadamente”
David Steindl-Rast, monge beneditino

“Seja um nada. ... O amor subsiste apenas no nada. Quando você está vazio, há amor. Quando você está cheio de ego, o amor desaparece. O nada é a fonte de tudo, o nada é a fonte do infinito... nada é Deus” Mohan Chandra Rajneesh – o Osho (1.931-1.990)

Ponto mais alto a ser praticado, a meditação no Vazio pode ou não ser precedida de várias das etapas anteriores. Pode-se resumir o caminho percorrido até aqui em estágios a serem percorridos para que se obtenha o silêncio do corpo, o silêncio da mente e o silêncio do coração, de forma que se possa ouvir o silêncio do Espírito.

Na visualização criativa, se deixa, indômita, a mente correr livre, mas contida numa certa direção. Procura-se centrá-la no mundo da imaginação, o mundo próprio da mente. Com o passar do tempo se consegue centrar a mente em palavras, sua sonoridade, seus sentidos e interpretações. Entra-se no caminho da Bhakti-yoga, o caminho da devoção e do amor divinos, presente em todas as religiões.

Para outros tipos de personalidade, há uma identificação com caminhos racionais, que possam ser investigados intelectualmente. Assim se centra a mente no processo investigativo da própria psique, das Leis da Natureza ou das Verdades Universais presentes em todas as tradições filosóficas e religiosas. É o caminho que os hindus denominam Jnana-yoga, o caminho da Sabedoria Divina.

E para os que julgam não ter tempo para devoção ou para o uso do intelecto, pois se julgam atarefados demais, há o caminho do trabalho abnegado, onde a mente é centrada em cada ação executada. Como dito antes, a atenção no acordar, no escovar os dentes, no alimentar-se, no trabalhar, no caminhar, nos exercícios físicos, na prática de artes marciais e nos rituais, religiosos ou não, etc., conhecido pelos hindus como Karma-yoga, visa a se viver o momento presente, centrado no que se está fazendo no momento, podendo se concentrar também no significado da ação, ou não.

Com o passar dos anos, e com a evolução espiritual pessoal, muitos tipos de meditação, que antes nos eram benfazejas, não nos interessam mais, e não conseguimos mais nos concentrar na meditação dirigida, por exemplo. Santa Teresa d’Ávila afirma que quando o buscador vislumbra o divino dentro de si, passa a encontrar enorme dificuldade em se concentrar nas práticas de visualização criativa que antes realizava.

Então ocorre o que a ciência atual chama de salto quântico: de repente, sem nenhum controle pessoal, se experimenta, durante as práticas de meditação dirigida, o Vazio, o Silêncio, o Nada. Começa a verdadeira experiência meditativa da percepção direta da Verdade.

Morihei Ueshiba, o fundador do Aikido, a chamava de odo no kamuwaza (técnicas divinas de se estar colocado no vazio), um estado natural de liberdade de todo o esforço consciente em que técnicas extraordinárias surgem espontaneamente. A manifestação física do verdadeiro vazio é sumikiri: “perfeita clareza de corpo e de mente”.

A verdadeira meditação é aquela em que se pára a mente e se experimenta o “silentium mysticum” de alguns autores católicos. São João da Cruz (1.540-1.591) o denomina de “a chama viva do amor” que possuía todo o seu ser e o lançava num completo esquecimento de si, numa quietude e profunda concentração para além de todo o pensamento: um “sono espiritual”. Santa Teresa d’Ávila, como vimos, a chama de oração de quietude e Madre Tereza de Calcutá de prece silenciosa.

Essa técnica é conhecida na filosofia hindu como Raja-yoga. Na Escola budista chinesa T’ien-t’ai, esse tipo de meditação é conhecido como Chi-kuan, que visa parar a mente (chih) e aperfeiçoar a consciência. Técnicas de introdução ao êxtase místico até a completa imobilidade que faz “perceber a Realidade” são praticadas pelas tradições sufis Qadiri e Suhrawardi. É focar a concentração no espaço entre a expiração e a inspiração, entre um pensamento e outro. É nesse local que reside o vazio.

Para o Buddha, a libertação e a experiência da Realidade última somente viria quando, após ultrapassarmos nosso barulho interno, ultrapassássemos também a paz interior e a tranqüilidade, ganhos com a prática da Meditação Dirigida. Mergulhar no Vazio além da tranqüilidade.

Trazer para a vida cotidiana, para todas as nossas atividades, a todos os momentos de nossa vida, a visão do que é real, nos trará o nosso autoconhecimento e o desenvolvimento de nossa visão intuitiva. O interesse desperto levaria à atenção e esta aumentaria o interesse, que aumentaria a atenção, continuamente. Atenção, vigilância e consciência plena conduziriam à completa libertação da mente, ao Nirvana.

“Uma palavra disse o Pai, que foi seu Filho [o Verbo] e esta Palavra o Pai a diz no eterno silêncio e em silêncio é preciso que pela alma ela seja ouvida” São João da Cruz (1.540-1.591)

A Sociedade dos Amigos procurou por uma espiritualização maior do cristianismo. Acreditam que Deus está em todos os seres humanos, uma realidade viva na forma de uma luz interior. Seu culto, silencioso, dura uma hora, numa forma de meditação que descrevem como sendo uma “relação de amor entre Deus e a alma“, só interrompida quando alguém experimenta o impulso interno da palavra, a palavra provinda do Espírito Santo, ouvida reconditamente por cada um.
“Em sua forma mais simples, a prece é uma atitude do coração – uma questão de ser, não de agir” Larry Dossey

Aprende-se a orar com o coração, a mais alta forma de oração devocional, descrita anteriormente. De repente esse lento processo cede, devido a uma brusca ruptura do filtro, causando uma percepção direta da Verdade, ou experiência mística, para em seguida se fechar parcialmente, novamente. E esse processo continua até que não exista mais o filtro e se fique com o canal permanentemente aberto à superconsciência, à Consciência Crística e, por fim, à Consciência Cósmica.

Veja mais em http://www.orion.med.br/o2tx79.htm


e seja feliz entre o vazio e a plenitude, entre o tudo e nada, simplesmente ser: ETERNO e IMORTAL!

OM TAT SAT

sábado, 20 de setembro de 2008

Poema de Papaji




Namaskar,

Antes do começo você é pura Consciência.
Você é a totalidade do Amor no Amor e o vazio do Alerta.
Você é a Existência e a Paz além da Paz.
Você é a tela onde tudo é projetado.
Você é a Luz do Conhecimento.


Aquele que deu o conceito de criação ao criador.
Esqueça-se daquilo que puder ser esquecido e reconheça a si mesmo
como aquilo que não pode ser esquecido.

Você é o substrato onde tudo se move... deixe que se mova.
Você é Agora, você é o Agora.
Que “eu” existe que possa estar fora desse Agora?
Você é a Verdade e somente a Verdade é.

Você é Inatividade.
Atividade é o seu reflexo, a sua Brincadeira, o seu mundo.
O Sol é Inatividade, os espelhos são atividades.

Você é este precioso Momento, a Presença em Si,
qualquer brisa que te toque santificará até mesmo demônios.

Você é Aquele que está Consciente
da Consciência de objetos e idéias.
Você é aquele que é até mesmo mais Silencioso que o Alerta.
Você é a Vida que precede o conceito de vida.
A sua natureza é o Silêncio
e não é alcançável, É desde sempre.

“Espaço” foi sua primeira noção
e você tomou Sat-chit-ananda* como sua primeira forma.
O mundo é a sua mente
e Tudo brota do seu Coração.

Aqui e Agora é o seu coração.
Como Amor você aceita a caverna desse Coração
de onde todo tempo e espaço surgem.

Você é o Interior que não está nem dentro nem fora.
A mente não chegando a lugar algum está Dentro,
nenhuma parede está Dentro.
Você é a Existência em todos os átomos,
conheça isso e você será Felicidade.

Você é o Vazio, a Substância Suprema:
remover o Vazio do Vazio deixa apenas o Vazio, pois não há nada além Dele.
Tudo surge, dança ao redor e retorna a Isso.
Assim como o Oceano se torna uma onda para dançar
assim você é esse Vazio dançante!
Nada está fora desse Vazio e portanto Ele é a Totalidade.
O Vazio está entre o é e o não é.
Para ser Livre você precisa da firme convicção
de que você é esse Substrato, essa Paz, esse Vazio.

Você é aquilo onde todos os acontecimentos acontecem.
O que acontece, deve acontecer; assim, permaneça indiferente como Paz.
Seja Pacífico e essa Paz se espalhará.
O que surge da Paz é Paz
e o que surge da confusão é confusão.
Então Seja a Paz e dê isso ao Universo.
É tudo o que você deve fazer.
Mesmo pensar “eu sou Paz” perturba essa Paz.
Então apenas fique quieto; Seja como você é.

Você é “Sendo”, não “tendo Sido”,
não “seria”, mas “Sendo”.
Você é a Atemporalidade na qual nenhuma morte pode entrar
pois onde não há nenhum tempo, não há nenhuma morte.
Essa Atemporalidade é Agora e Isso é Ser.

O Ser está sempre brilhando. EU SOU é a Luz do Ser.
Esse Diamante não pode se esconder e não pode nunca ser escondido.
Quando não há mente, a face brilha de Beleza e Inocência.
Apenas simplesmente fique sossegado; apenas seja o que você é.


Sri H. W. L. Poonja (Papaji)




*Sat-chit-ananda:
Sat: O aspecto transcendental do Princípio Último em atividade.
Chit: Consciência Universal.
Ananda: Êxtase.

Formam uma trindade: existência, consciência e êxtase.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Uma poesia do Ser Essencial

Contigo aqui estou
Em cada gota do orvalho e em cada gota da chuva,
Em cada fluir da cachoeira e em cada fluir do rio ao mar,
Em cada raio do sol e em cada raio do luar,
Em cada poeira da terra e em cada pó que o vento carrega,
Em cada folha da árvore e em cada flor do jardim,
Em cada ser animado e em cada ente inanimado,
Em cada existência que vive e em cada essência que morre,
Em cada aparente personalidade e em cada escondida pessoa,
Em cada cheia e em cada seca,
Em cada pedra no caminho e em cada buraco na trilha,
Em fenda aberta e em cada ferida curada,
Em cada amanhecer e em cada anoitecer no alvorecer do SER,
Ainda, aqui estou
Em cada sorriso e em cada lágrima,
Em cada olhar do menino e em cada abraço da menina,
Em cada beijo roubado e em cada beijo dado,
Em cada porta que se abre e em cada janela que se fecha,
Em cada carinho da brisa e em cada conselho do vento,
Em cada palavra e em cada pensamento,
Em cada imagem e em cada sentimento,
Em cada passo e em cada pausa,
Em cada respirar e em cada sintonia
Que se preza em cada conexão que se encontra e que se perde
Continuo...
E em cada vice-versa, aqui estou, ainda,
Em todos os cada de tudo e em nenhum cada de nada
Daquilo que circula no que permanece impermanente
E sigo, contigo, em cada instante que tu existir...

Quem sou EU?

"Sábio entre os homens, devoto

e perfeito realizador de toda a obra é aquele

que pode ver a inação na ação e a ação na inação. "Sri Krishna

Não há nenhum centro no ser humano, apenas a existência tem um centro.

Ao aprofundar na questão “quem sou eu” não achamos resposta, mas simplesmente vemos que não há nenhum eu, nenhum centro. Assim o corpo e a mente ficam no seu verdadeiro lugar (de onde nunca saíram), caindo assim conceitos como interior e exterior, “eu” e “você”.

Se entrarmos em uma onda, veremos que é o mesmo interior do oceano, o que somos é o oceano.

No seu “mim”, eu e o todo estamos incluídos e vice-versa. Existe o âmago e a casca apenas aparenta existir, pois na periferia tudo muda, por isso tudo somente “pisca” brevemente entre duas inexistências.

O centro nunca muda, é eterno. Até mesmo passado, presente e futuro são irrelevantes pois pertencem ao tempo.No fundo não somos nem temporais, nem espaciais, nem temos objetivos, nem causa, porque só o que muda está sujeito a essas regras.

Algo como o Hatha Yoga, pode harmonizar o seu corpo, preparando para o Raja Yoga, que tornará mais fácil de sua mente absorver isso (Jñana Yoga), embora nada disso seja um critério necessário. Mas ambos podem permitir ao leigo um terreno fértil para o Jñana Yoga, o centramento no imutável.

Quando nos centramos no imutável, o contínuo acontecer será algo como uma brincadeira, sem nenhuma tensão, porque não faz diferença. Mas só realmente não fará diferença para aquele que compreendeu isso e não está mais em tensão. Fora isso o engano prevalece pois o ego (ahamkara) apesar de ilusório, iludirá uma tensão. A questão é ver isso como ilusão.Para haver tensão é necessário haver identificação, que precisa de um ego que surge quando há um agente e um objetivo.

Por acaso no centro, onde nada está mudando, agente e objetivo são relevantes? Os pensamentos, por exemplo, são insignificantes, pois não há como interferir. E quando vemos que as coisas simplesmente acontecem, apenas ser será o suficiente, apenas acontecer junto (até mesmo porque não temos escolha).

Tudo está acontecendo eternamente e nessa sucessão de acontecimentos não há agente, apenas acontecimentos.O “eu faço” vem da memória, mas na observação pura, acontecimentos e não-acontecimentos não fazem diferenças. Apenas sendo um não-agente, absolutamente passivo, sucesso e fracasso, raiva e amor, “quebrando-o-pau” e “tudo-em-paz”, bondade e maldade, certo e erado são acontecimentos e não um fazer. No fundo não há nenhum fazer e deixar-se iludir por isso (mente) traz tensão.

O que você ganhou com sua louca atividade constante até agora? Tente assim! Agora! O que tem a perder? Não estou falando de passividade física, mover-se ou não é irrelevante, a verdadeira passividade é ver essa questão bem clara e ver que não há agente.

As ações do corpo são determinadas pelos pensamentos, os quais você não comanda. E para ver isso é só perceber que sua mente será condicionada pelo próximo pensamento, que você nem sabe qual será, ele será jogado de algum lugar na sua mente. Que tipo de controle você pensa que tem? Você pode escolher se permite sua mente ser mais atenta, relaxada, sem expectativas ou regras, isso trará o terreno ideal para a Visão. E quando houver a visão de que você sempre foi essa consciência cósmica, eu te perguntarei: onde esta tensão?

Aí você passou pelo “Esclarecimento” de sua mente, aos poucos será “Absorvido” por isso. É um tempo até corpo e mente assimilarem. Então tudo será um filme de comédia, até mesmo a própria tensão. Você brincará com a ilusão e saberá, pela sua própria vivência, o que é real.

Nada!

(enviado por alguém)

L'Amour...

"Eu relaxo e deixo de lado todos as perturbações mentais,
permitindo que Deus expresse através de mim
Seu amor perfeito, paz e sabedoria"
Paramahansa Yogananda, Afirmaçoes de Cura

O Amor...
Valentim foi um grande Mestre do Amor. Foi um primitivo Cristão Gnóstico do Século II, depois de Cristo e fundou uma grande escola com ramificações no Oriente e Ocidente, denominada a escola dos Valentinos.

Estudava o Esoterismo Crístico em todos seus aspectos e ensinava sobre o Milagre do Amor.Seu nome tem perdurado até nossos dias como símbolo do amor, celebrando-se em muitos países o “Dia de São Valentim”, na data de 14 de fevereiro, como Dia dos Namorados.

O Amor é a melhor Religião exeqüível. Hermes Trismegisto, o “Três vezes grande Deus Íbis de Thot”, disse: “Dou-te Amor, no qual está contido todo o Sumum da Sabedoria”.

O Amor é uma infusão ou uma emanação energética que brota do fundo da consciência, produzindo dentro do organismo transformações maravilhosas; as glândulas endócrinas estimulam todo o organismo, produzem milhões de hormônios que invadem os vasos sanguíneos, enchendo-os de extraordinária vitalidade.

Hormônio vem da palavra grega que significa “ânsia de ser”, “força de ser”. O Amor rejuvenesce os anciões, pois suas glândulas endócrinas produzem hormônios suficientes para revitalizá-los.

O Amor em si mesmo é uma Força Cósmica, uma força universal que palpita em cada átomo, como palpita em cada sol. Os planetas do nosso sistema solar giram ao redor do Sol, atraídos incessantemente por essa força maravilhosa do amor.

Os átomos, dentro das moléculas, também giram ao redor de seus centros nucleares, atraídos por essa força formidável do amor.Nos antigos tempos, sempre se rendeu culto ao Amor, à mulher.

A mulher é o maior pensamento do Criador feito carne, sangue e vida; criada para a sagrada missão de trazer filhos ao mundo, multiplicar a espécie. A maternidade em si mesma é grandiosa.

O homem deve ser uma essência inicial de força de criação; a mulher o poder receptivo formal de qualquer criação.O homem é como um furacão; a mulher é como o vento silencioso do vôo das pombas nos templos e nas torres.

O homem em si mesmo tem a capacidade para lutar; a mulher em si mesma a capacidade para sacrificar-se.Ambos, homem e mulher são as duas colunas do Templo.Essas colunas não devem estar muito distantes, nem muito próximas, deve haver um espaço para que o amor passe entre elas.

Saiba mais dessa bela história de nós mesmos em http://www.gnose.org.br/conteudo.asp?id=49&texto=4911&tipomenu=h&titulo=

beijOM