Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Respirar com amor no Divino, aqui e agora!

“Foi dito:
quando exalamos, o som é ‘Ham’,
ao inalar, o som é ‘Sô’.
‘Ham’ é a forma de Shiva (a Consciência),
‘Sô’ é a forma de Shakti (a Energia)”Shiva Swarodhaya



“Esteja atento à respiração sem estar preocupado com ela.
Respirar profundamente é bom, pode e deve ser aprendido...
Respirar profundamente não deve ser respirar artificialmente”
Omar Ali-Shah – mestre sufi

 

A combinação da respiração com a mentalização de seu som específico aprimora a concentração no ato de respirar. Morihei Ueshiba falava da importância de aun no kokyu: respirar o som primordial OM ou inspirar tudo. No hinduísmo o mantra que corresponde ao som da respiração, inconscientemente recitado quando se respira, é so ham, que quer dizer “eu sou isso”.

Em japonês a inalação é su e a expiração é haku. Juntos formam suhaku que também quer dizer “eu sou isso”, ou, em termos de Aikido: “Eu sou o Universo”. Nossa respiração individual é parte da respiração Cósmica e meditando nela podemos nos unir ao Cosmos.

Assim como diz um provérbio sufi: “... escutamos música e... nela percebemos certos segredos. Tocam[-se] música[s] e se submergem em ‘estados’”.

Dom Basil Pennington, monge da ordem religiosa da Trapa (ordem derivada da ordem de Cister, que por sua vez deriva dos beneditinos), defende a “oração centrante” onde “apenas nos sentamos, ficamos em Deus e usamos uma pequena palavra de amor para descansar mansamente com Ele. A maioria [das pessoas] pensa que somos loucos. E o que temos? Não temos nada, inclusive abandonamos nossos pensamentos, abandonamos tudo. Morremos para o falso ‘eu’".

Essa prática é descrita também no livro “O Caminho de um Peregrino”, onde um strannik (peregrino russo) buscava compreender as palavras de São Paulo: “Orai sem cessar” (I Ts 5:17), “orar em todas as circunstâncias, pelo Espírito” (Ef 6:18), e “em todo lugar, levantando as mãos puras” (I Tm 2:8). Passagem semelhante existe também no Cântico dos Cânticos, a bela poesia de Salomão que na realidade relata o enlevo amoroso da alma humana por Deus: “Eu dormia, mas meu coração velava” (Ct 5:2).
Mas como orar sem cessar, em todas as circunstâncias inclusive dormindo??! A maioria de nós nem imagina como isso é possível e essa ignorância vem de muito tempo: “porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém” (Rm 8:26).

“Não é necessário estar sempre meditando, nem conscientemente experimentar a sensação de que estamos falando com Deus, não importando o quanto isso seja bom... Permita que seu coração aceite como vindo de Suas mãos tudo o que lhe acontece... Um coração como esse estará orando continuamente”. Madre Teresa de Calcutá (1.910-1.997)
A tradição do budismo Shingon, as escolas hindus de Mantra-yoga, o budismo tibetano Vajrayana, a meditação transcendental de Maharishi Mahesh Yogi e muitos outros, utilizam mantras (palavras ou frases curtas) como forma de oração. Aqui o ensinamento é o mesmo: de se concentrar no sentido do mantra.

Mas quando não há nenhum, se concentra na sonoridade do mesmo, ou se sincroniza com a respiração, até se chegar a um outro estado de consciência. Na seita Amida do budismo se repete a frase Namu Amida Butsu (Glória ao Buda Amida) indeterminadamente, até que a frase fique a reverberar por si mesma, sem influência da mente, do “eu”.

“O japa (recitação) é de três tipos: manasa, upamsu e vachika. Manasa japa é inaudível, mesmo para quem o está fazendo. Upamsu japa é aquele que somente pode ser percebido pela pessoa que o está vocalizando. Vachika japa é aquela repetição em que o mantra é audível. O upamsu japa é dez vezes e o manasa japa é mil vezes mais poderoso que o vachika japa. Japa em velocidade muito baixa pode produzir doenças. Japa demasiado rápido compromete o progresso. Portanto, o japa deve fazer-se de forma contínua e uniforme, como as pérolas de um colar” Mantra Yoga Samhita

De qualquer forma, a concentração numa palavra, numa frase ou numa oração (que pode ser um mantra hindu ou budista, ou uma jaculatória cristã, etc.), visa a direcionar a mente a um só ponto e controlar o livre fluxo dos pensamentos. Mas não se deve dar importância absurda à questão do controle dos pensamentos. Não se deve brigar com os pensamentos, quando notarmos que a mente vagueia a esmo, distraindo-se do objetivo central.

Essa é a natureza da mente e ela capta, a todo o momento, pensamentos externos e forma outros internos, com base em aspectos nossos que devem ser trazidos à consciência e resolvidos, numa sucessão contínua e ininterrupta. Desse modo não devemos achar que está tudo perdido se a mente insiste em se distrair.

Os pensamentos internos, que tem como base nossa memória e nossos sentimentos envolvidos com fatos do cotidiano, devem ser analisados buscando a se entender o seu mecanismo. Transforma-se, então, a oração em uma meditação analítica (Cf. adiante). Quanto aos pensamentos que continuam, os não originados em nosso interior, a nossa atitude deve ser de apenas os deixar passar e voltar a nossa atenção à respiração ou à oração.

Observar o seu surgimento e o seu desaparecer, continuamente, sem apegar-se a nenhum deles. Apegar-se a um pensamento é ir junto com ele e vivê-lo, mudando o foco de nossa concentração para eles. Quando ficamos a observá-los colocamos nossa consciência além dos pensamentos, num ponto em que parece que estamos separados do corpo, totalmente concentrados na oração, embora percebamos também, num nível inferior, as distrações infindáveis da mente. Assim pode-se sentir a presença do Divino enquanto a imaginação vagueia pelo mundano.

OM TAT SAT
AMEM

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