Para fazer todos os dias no mesmo período ( manhã, tarde ou noite )
* * *
Eu agora respiro,
Relaxo meu corpo,
Permitindo que minha respiração abra todas as áreas do meu corpo
que possam estar bloqueadas .
Eu me sinto em PAZ.
Minha mente está clara e alerta,
Estou em Paz comigo e com o mundo.
Coloco minha mão em meu coração e afirmo :
"EU AGORA ESTOU ABERTO PARA RECEBER SOMENTE O MELHOR EM MINHA VIDA "
Eu me abro para receber LUZ,
permitindo que meu coração seja preenchido com a Luz da minha Alma.
Eu agora atraio cada vez mais LUZ em minha vida .
Eu preencho minhas células em LUZ,
Preencho cada parte de meu corpo em LUZ.
Eu me abro para receber ALEGRIA,
Eu me preencho com a Alegria da minha Alma.
Eu me abro para receber PAZ.
Eu sinto a serenidade da minha alma,
Ondas de Paz fluem através de mim.
Eu me abro para receber ABUNDÂNCIA.
EU ACEITO ABUNDÂNCIA
EU AGORA PERMITO QUE A ABUNDÂNCIA FLUA
EM TODAS AS ÁREAS DE MINHA VIDA .
Concentro-me agora na ABUNDÂNCIA que preciso e quero receber :
(pense em tudo o queira manifestar )
Conforme me concentro, sinto a presença da minha alma ao meu redor.
Abro-me agora para receber o que estou pensando.
Recebo o melhor em minha vida agora.
Aceito que à partir de agora,
Tudo se manifesta sem esforço e de forma alegre em minha vida.
Eu sou um ímã .
Eu atraio, acredito e mereço ter o melhor em minha vida agora e sempre.
Eu permito que as Bençãos de Abundância façam parte de minha vida.
Eu agradeço ao Universo por receber tudo o que eu mereço.
Eu reconheço minha habilidade em receber.
Eu me abro para receber todos os presentes
que minha alma queira me proporcionar.
Eu mereço ter uma vida boa e alegre, uma vida abençoada.
Eu me abro para receber Amor de todos os seres, do Universo
e de tudo ao meu redor.
Eu me abro para receber Bençãos especiais
e sei que tudo, mas TUDO MESMO o que me acontece é para meu próprio bem,
e de alguma forma eu colaboro para que estas coisas
ocorram através de meus pensamentos e atitudes.
A partir deste momento, deste instante sagrado,
eu atraio todas as coisas que sejam para meu
bem maior e para o bem de todos.
EU SOU ABUNDÂNCIA (3x),
EU SOU FELIZ (3x),
EU SOU SAÚDE (3x),
EU SOU AMOR (3x),
EU SOU PAZ (3x),
EU SOU LUZ (3x).
a estabelecer-se na canção interior, o som do OM, o ETERNO IMORTAL!
Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!
Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.
Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.
Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.
Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.
No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!
OM TAT SAT OM...
Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.
Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.
Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.
No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!
OM TAT SAT OM...
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domingo, 12 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
BHÁVANA – O conceito da Unidade
1) Escolha um espaço próximo de você. Olhe à sua volta. Observe a natureza que lhe cerca. Se encontrar uma planta, olhe para ela e perceba suas folhas (formato, cor, textura). Seus galhos, troncos. Sinta a textura das suas folhas, flores, tronco, percorrendo-a com as mãos, delicadamente procurando sentir também sua energia. Explore mais ao seu redor, procure descobrir outros componentes, como insetos, pedras, folhas secas, etc. Perceba como estão distribuídos, como se movimentam. Sinta tudo isso e procure se identificar com a energia desse espaço, desses componentes. Mantenham a atenção na respiração, abdominal e num ritmo natural. 15’
2) Compartilhar a experiência
3) Comentar as experiências, explorando o tema, da seguinte forma:
3.1) A prática envolve 3 elementos que são: Dhyana ou meditação, contemplação; Karma ou ação, que conduz a Dhyana, e Bhávana ou conceito de unidade. Hoje vamos falar e vivenciar o Bhávana.
3.2) Conceito de Bhávana – para chegarmos ao conceito do Bhávana precisamos entender o conceito de BHÁVA:
* MOTIVAÇÃO – Yoga parte do princípio de que todo ato tem sua motivação;
* Todos os nossos atos (conscientes e inconscientes), pensamentos, sentimentos, têm uma motivação. ISSO SE CHAMA BHÁVA, ou seja
* MOTIVAÇÃO = BHÁVA = forma de como reagimos ao mundo e a nós mesmos
* BHÁVA = conjunto de percepções, emoções, sensações que geram nossas motivações para a vida
EXEMPLOS:
* Todos os nossos atos (conscientes e inconscientes), pensamentos, sentimentos, têm uma motivação. ISSO SE CHAMA BHÁVA, ou seja
* MOTIVAÇÃO = BHÁVA = forma de como reagimos ao mundo e a nós mesmos
* BHÁVA = conjunto de percepções, emoções, sensações que geram nossas motivações para a vida
EXEMPLOS:
1) se estou IRRITADO, pode ser porque:
o Estou com problemas físicos (de fígado, prisão de ventre, excesso de hormônios, etc)
o Posso estar sob influências astrológicas
o Dificuldade psicológica – raiva por sensação de abandono
o Estou com problemas físicos (de fígado, prisão de ventre, excesso de hormônios, etc)
o Posso estar sob influências astrológicas
o Dificuldade psicológica – raiva por sensação de abandono
2) se estou TRISTE pode ser porque:
o Uma perda real – pessoa querida
o Baixa auto-estima – falta de confiança em mim
o Pela pobreza e miséria humanas
o Por me sentir só
o Por estar doente
* Da NATUREZA do BHÁVA depende a NATUREZA da CONSEQUÊNCIA dos meus atos:
o Serei triste, feliz, otimista, pessimista, em humorado, afetuoso, corajoso, forte, saudável, etc. em função das minhas motivações para a vida, da natureza do meu Bháva. Somos nós mesmos que sentimos as conseqüências da natureza do nosso Bháva
o Uma perda real – pessoa querida
o Baixa auto-estima – falta de confiança em mim
o Pela pobreza e miséria humanas
o Por me sentir só
o Por estar doente
* Da NATUREZA do BHÁVA depende a NATUREZA da CONSEQUÊNCIA dos meus atos:
o Serei triste, feliz, otimista, pessimista, em humorado, afetuoso, corajoso, forte, saudável, etc. em função das minhas motivações para a vida, da natureza do meu Bháva. Somos nós mesmos que sentimos as conseqüências da natureza do nosso Bháva
o Por isso a importância de ELEVARMOS nosso Bháva? QUANTO MAIS NOS SENTIMOS MOTIVADOS PARA AÇÕES PURAS, SAUDÁVEIS E SUBLIMES MAIS APRENDEMOS A AGIR CONFORME ESSAS AÇÕES INCORPORANDO-AS AO NOSSO COMPORTAMENTO.
* Qual é então A CONCEPÇÃO DE VIDA MAIS ELEVADA, MAIS TRANSCENDENTAL que podemos ter?
É A CONCEPÇÃO, A VISÃO DA UNIDADE!
* Qual é então A CONCEPÇÃO DE VIDA MAIS ELEVADA, MAIS TRANSCENDENTAL que podemos ter?
É A CONCEPÇÃO, A VISÃO DA UNIDADE!
Esse conceito UNE TUDO, aproxima tudo, engloba tudo de uma maneira organizada e perfeita. Gera tolerância, felicidade, paz, amor ao próximo.
Dessa compreensão podemos partir para o entendimento do conceito do BHÁVANA.
ENTÃO, O QUE É BHÁVANA?
BHÁVANA É A REFLEXÃO, A MEDITAÇÃO SOBRE A IDÉIA DA UNIDADE.
A prática diária da meditação nesse conceito da UNIDADE altera nossas motivações e concepções de vida, nosso BHÁVA
Uma das expressões que serve de caminho para a reflexão no Bhávana é a seguinte:
“ Penso com amor, que todas as coisas e todos os seres nasceram dentro do Espírito Universal, que compenetra tudo e sustenta tudo, em uma ordem constante e em vida eterna. Portanto, tanto os seres inferiores como os superiores participam da mesma vida, formando no espaço infinito um só corpo cósmico”.
* Vamos fazer agora a meditação no BHÁVANA
Dessa compreensão podemos partir para o entendimento do conceito do BHÁVANA.
ENTÃO, O QUE É BHÁVANA?
BHÁVANA É A REFLEXÃO, A MEDITAÇÃO SOBRE A IDÉIA DA UNIDADE.
A prática diária da meditação nesse conceito da UNIDADE altera nossas motivações e concepções de vida, nosso BHÁVA
Uma das expressões que serve de caminho para a reflexão no Bhávana é a seguinte:
“ Penso com amor, que todas as coisas e todos os seres nasceram dentro do Espírito Universal, que compenetra tudo e sustenta tudo, em uma ordem constante e em vida eterna. Portanto, tanto os seres inferiores como os superiores participam da mesma vida, formando no espaço infinito um só corpo cósmico”.
* Vamos fazer agora a meditação no BHÁVANA
Sente-se na postura correta para a meditação. Braços e pernas relaxados, coluna reta, olhos fechados. Perceba sua respiração. Respire conduzindo o ar até o abdômen, lentamente. Observe o fluxo da sua respiração abdominal. O ar deve entrar e sair pelas narinas. Após algumas respirações abdominais, deixe sua respiração fluir naturalmente, sem forçá-la nem conduzi-la.
Reflitamos na expressão: PENSO COM AMOR – pense que no centro do seu peito existe uma chama e que essa chama é a chama do Amor Divino.Esse sentimento existe em você. Portanto tome consciência desse Amor por todas as coisas, no centro do seu peito. Em torno dessa chama existe uma aura e é ela que se irradia do seu coração. Essa aura se expande, cresce.
Nesse momento, pense que ela se expande primeiro para o seu próprio corpo, que todas as células do seu corpo vão ficando mergulhadas na sua aura de Amor Divino. Seus músculos, ossos, sangue, órgãos internos, cérebro, tudo isso está mergulhado nessa aura de Amor Divino.Depois essa luz se expande mais, para suas roupas, para o local que você está sentado, para os espaços próximos.
À medida que sua aura vai se expandindo, que essa luz do seu coração se amplia, você pensa que é uma luz plena de Amor Divino e que ela vai envolvendo o lugar que você se encontra, a cidade, tudo que existe dentro e ao seu redor. Os campos, rios, montanhas, árvores, florestas, mares, continentes, oceanos, nuvens, o ar e todos os seres que vivem nestes lugares. Envolva tudo isso com essa luz amorosa que se expande do seu coração. Envolva o planeta, tudo o que você gosta e também o que não gosta. Envolva com essa luz de Amor os seres e pessoas que você tem repulsa ou raiva. Pense que sua aura continua se expandindo, agora para todos os planetas, todos os mundos, outras galáxias.Pense mais ainda, que esse infinito envolve, também, os planos sutis, o que também nos é invisível. Os seres invisíveis que estão aqui, envolva-os nessa aura de puro Amor.
Pense em todos os planos sutis, nos elementais. Nas almas das pessoas falecidas, todos os seres angélicos e também os demoníacos. Vá envolvendo todos eles numa aura de Amor Divino.
Agora pense que tudo isso NASCEU DENTRO DO ESPÍRITO UNIVERSAL – imagine que existe um oceano único de luz que é o Espírito Universal de Consciência Pura e que todo esse Universo que você concebeu e envolveu com sua aura está mergulhado no Espírito Universal, nesse oceano. Pense nesse Espírito como uma grande Mãe que tem dentro dela todo o Universo, visível e invisível, grande e pequeno, bom e mau. Pense que esse Universo todo é uma ordem perfeita.
Tudo que existe faz parte de uma ordem perfeita. A dor, a alegria, o bem, o mal, o que parece justo e o que parece injusto, o louvor, os méritos, o pecado, o benefício. Todo o Universo faz parte de uma ordem e é eterno. A vida é uma só e ela se manifesta em cada um de nós. Nós somos a expressão dessa vida única, formada no espaço infinito. E estamos dentro de um só corpo cósmico. Neste momento pense que o Universo todo é um corpo único, como se cada mundo, cada galáxia, cada planeta fosse uma molécula, uma célula desse corpo cósmico.
Pense que esse Universo todo é um corpo único habitado por uma consciência única, por essa vida única e que VOCÊ, QUE O SEU EU É, AO MESMO TEMPO O IMUTÁVEL ESPÍRITO, ESSA CONSCIÊNCIA IMUTÁVEL E A MÚTÁVEL MATÉRIA. VOCÊ É AS DUAS COISAS AO MESMO TEMPO. VOCÊ É O UNIVERSO EM CONSTANTE MOVIMENTO E VOCÊ É ESSA CONSCIÊNCIA IMUTÁVEL QUE COMPENETRA E SUSTENTA O UNIVERSO. Visualiza sua aura envolvendo você e tudo isso, todo esse Universo sendo você parte dele.Isso é BHÁVANA.
ESSE é o conceito da UNIDADE. Reflita um pouco mais sobre isso.
Respire suavemente trazendo a consciência para o ambiente externo. Vamos inspirar e emitir o pranava OM de forma prolongada uma vez. Abra os olhos devagar.
4) Compartilhar a experiência
4) Compartilhar a experiência
Boa prática!
* * *
Recebida por Anísia Alencar...
sábado, 4 de dezembro de 2010
Confie em Aláh, mas amarre seu camelo primeiro
Acontece todos os dias: você poderia ter feito alguma coisa, mas não fez e está usando a desculpa de que, se Deus quisesse que algo fosse feito, ele o faria de qualquer forma. Ou então você faz algo e espera pelo resultado, fica esperando, mas o resultado nunca chega. Então você fica zangado, como se tivesse sido trapaceado, como se Deus o houvesse traído, como se ele estivesse contra você, sendo parcial, preconceituoso, injusto. E então surge uma grande reclamação em sua mente. nessa hora, falta confiança.
Uma pessoa religiosa é alguém que fará o que for humanamente possível, mas não criará nenhuma tensão por causa disto. Por que somos muito, muito pequenos, átomos ínfimos neste universo, as coisas são muito complicadas. Nada depende apenas da minha ação: há milhares de energias se entrecruzando. A soma dessas energias irá determinar o resultado.
Como eu poderia determinar o resultado? Mas, se eu nada fizer, pode ser que as coisas nunca mais sejam as mesmas. Tenho que agir, mas ao mesmo tempo, tenho que aprender a não ter expectativas. Então o fazer torna-se uma espécie de oração, sem nenhum desejo de que tenha determinado resultado. Assim não há frustração. A confiança irá ajudá-lo a permanecer livre de frustrações, e "amarrar meu camelo" irá ajudá-lo a manter-se vivo, imensamente vivo.
Esse ditado sufi deseja criar o terceiro tipo de homem, o verdadeiro homem: aquele que sabe como fazer e como não fazer; que pode ser um fazedor quando necessário, pode dizer "Sim!", e que pode ser passivo quando necessário e dizer "Não". Aquele que está absolutamente acordado durante o dia e absolutamente adormecido durante a noite. Aquele que conhece o equilíbrio da vida. "Confie em Alá, mas amarre seu camelo primeiro." Este ditado vem de uma breve história.
Um mestre estava viajando com um dos seus discípulos. O discípulo estava encarregado de cuidar do camelo. À noite chegaram, cansados, a um abrigo de caravanas, um caravançará. Era tarefa do discípulo amarrar o camelo, mas ele não o fez, deixou o camelo do lado de fora. Em vez disso, ele simplesmente rezou.
Disse a Deus: "Cuide do camelo", e foi dormir. Pela manhã o camelo havia partido. Tinha sido roubado ou simplesmente seguiu seu caminho. O mestre perguntou: "O que houve com o camelo? Onde está o camelo?" E o discípulo respondeu: "Eu não sei. Vá perguntar a Deus, pois eu havia dito a Alá que tomasse conta do camelo, eu estava muito cansado, então não sei. E também não sou responsável, porque eu havia dito a ele, e de forma muito clara! Não havia como não compreender. Na verdade eu não disse isso apenas uma vez, mas sim três. E você nos ensinou a confiar em Alá, então eu confiei. Por isso não me lance esse olhar de raiva."
O mestre disse: "Confie em Alá mas amarre seu camelo primeiro, porque Alá não tem outras mãos a não ser as suas." Se ele quiser amarrar o camelo, ele terá que usar as mãos de alguém. Ele não tem outras. E é o seu camelo! A melhor maneira, e também a mais fácil, é usar suas mãos. Confie em Alá - não confie apenas nas suas mãos, pois do contrário você ficará tenso. Amarre o camelo e então confie em Alá.
Você perguntará: "Então por que confiar em Alá enquanto estou amarrando o camelo?" Porque mesmo um camelo amarrado pode ser roubado. Faça o que puder fazer, mas isso não garante o resultado, não há garantias. Então faça o que puder e aceite aquilo que acontecer. Esse é o sentido de amarrar o camelo: faça o que for possível fazer, não fuja de suas responsabilidades e, se nada acontecer ou se algo der errado, confie em Alá. Então ele terá razão. Então talvez seja correto que continuemos a viajar sem o camelo.
É muito fácil confiar em Alá e ser preguiçoso. É muito fácil não confiar em Alá e ser um fazedor. O terceiro tipo de homem é o mais difícil: aquele que confia em Alá e ainda assim permanece um fazedor. Mas nesse momento você é apenas um instrumento: Deus é aquele que verdadeiramente faz, você é um instrumento em suas mãos.
* * *
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O mestre, o jardineiro e o hóspede
O anseio da mente é de ser extraordinária. O ego tem sede e fome para que reconheçam que você é alguém. Alguém que realizará esse sonho através da riqueza, ou alguém que realizará o sonho através do poder, ou da política. Pode ser alguém que realizará o sonho através de milagres, de truques, não importa, pois o sonho permanece o mesmo: "É insuportável ser ninguém."
E este é o milagre, quando você aceita sua nulidade, quando você se torna tão comum quanto todos os outros, quando você não quer mais nenhum reconhecimento, quando puder existir como se não existisse. Estar ausente é o milagre.
Essa história é linda, uma das anedotas mais belas do Zen. Bankei é um dos Mestres supremos. Mas também era um homem comum.
Certo dia, Bankei estava trabalhando em seu jardim. Um buscador apareceu, um homem em busca de um Mestre, aproximou-se e perguntou a Bankei, “Jardineiro, onde está o Mestre?”
Bankei sorriu e disse, “Espere. Passe por essa porta, e lá dentro você achará o Mestre.”
Então o homem deu a volta e entrou. Encontrou Bankei sentado num trono, o mesmo homem que ele viu cuidando do jardim. O jovem perguntou, “Você está brincando? Desça desse trono. Isso é sacrilégio! você não tem respeito pelo Mestre.”
Bankei desceu, sentou-se no chão, e disse, “Assim você torna as coisas difíceis. Agora você não irá encontrar o mestre aqui, pois eu sou o mestre.”
Era difícil para esse homem entender que um grande mestre podia trabalhar no jardim, podia ser uma pessoa comum. Ele foi embora, pois não podia acreditar que aquele homem era o mestre, ele não entendeu.
Todos temem ser ninguém. Somente pessoas raras e extraordinárias não temem ser ninguém – um Gautama Buddha, um Bankei. Um ninguém não é um fenômeno comum; é uma das grandes experiências da vida – o fato de que você é, mas ainda assim não é. Que você é pura existência sem nome, sem endereço, sem fronteiras. Nem pecador nem santo, nem inferior nem superior, apenas um silêncio.
Pessoas estão com medo disso porque toda a personalidade delas terá então desaparecido; nome, fama, respeitabilidade, tudo se vai; daí, o medo. Mas a morte vai tirá-las de você de qualquer forma. Aqueles que são sensatos permitem que essas coisas caiam por si mesmo. Assim nada resta para a morte levar. Depois todos os medos desaparecem, pois a morte não pode acontecer a você; já que nada terá restado para ela.
A morte não pode matar um ninguém.
Uma vez que você sente essa anulação do ser, você se torna imortal. A experiência de anular o seu ser, de ser ninguém, é o sentido exato do nirvana, do nada, do silêncio absoluto e imperturbável, sem ego, sem personalidade, sem nenhuma hipocrisia. Apenas silêncio - e a sinfonia dos insetos no meio da noite.
Você está aqui de certa forma, e ainda assim não está.
Você está aqui devido a velha associação com o corpo, mas olhe para dentro e verá que não está. E esse insight, essa percepção, onde há puro silêncio e puro estado-de-ser, isso é sua realidade, que a morte não pode destruir. Essa é sua eternidade, sua imortalidade.
Não há nada a temer. Não há nada a perder. E se você acha que perdeu algo – nome, respeitabilidade, fama – estes são sem valor. Estes são brinquedos de crianças, não servem para pessoas maduras. É hora de você amadurecer, hora de você apenas ser.
Seu ser-alguém é tão pequeno. Quanto mais alguém você for, menor é; quanto mais ninguém você for, maior você é. Seja absolutamente ninguém, e você será um com a própria existência.
OM
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Gratidão... Uma noite sem abrigo.
A partir do momento em que uma pessoa é capaz de ser grata tanto pelo sofrimento quanto pelo prazer, sem qualquer distinção, sem nenhuma escolha, apenas sendo garto por aquilo que lhe é dado... Porque se foi dado por deus, deve haver uma razão para isso. Podemos gostar ou podemos não gostar, mas isso deve ser necessário para o nosso crescimento.
Inverno e verão são ambos necessários para o crescimento. Uma vez que essa idéia se fundamenta no coração, então cada momento de vida é um momento de gratidão. Deixe que isso se torne sua meditação e sua oração: Agradeça a deus por cada momento: pelos risos, pelas lágrimas, por tudo. Assim você verá surgir um silêncio em seu coração que você não conhecia antes. Isso é o êxtase.
A primeira coisa é aceitar a vida como ela é. Aceitando-a, o desejo desaparece. Aceitando a vida como ela é, a tensão desaparece, o descontentamento desaparece; aceitando-a como ela é, a pessoa começa a sentir -se muito alegre – sem nenhum motivo aparente!
Quando a alegria tem um motivo, esta não vai durar muito tempo. Quando alegria é sem razão, ela vai estar aí para sempre.
Isso aconteceu na vida de uma mulher Zen muito conhecida. O nome dela era Rengetsu. Muito poucas mulheres alcançaram o supremo no Zen. Essa é uma dessas raras mulheres.
Ela estava numa peregrinação e chegou numa vila ao pôr do sol e pediu abrigo para a noite, mas os vilarejos fecharam suas portas. Eles eram contra Zen. O Zen é tão revolucionário, tão totalmente rebelde, que é muito difícil aceitá-lo. Aceitando-o você vai ser transformado; aceitar o Zen será como passar através do fogo, você nunca mais será o mesmo novamente. Pessoas conservadoras sempre foram contra tudo que é verdadeiro na religião. Tradição é tudo que é inverídico na religião. Então esses moradores do vilarejo deviam ser os Budistas tradicionais, e não permitiram que essa mulher ficasse na cidade, eles a mandaram embora.
Era uma noite fria, e já velha, estava sem abrigo, e faminta. Teve que improvisar um abrigo debaixo de uma cerejeira nos campos. Estava realmente bem frio, e ela não conseguiu dormir bem. E era também perigoso – animais selvagens e tudo mais. A meia-noite ela acordou – devido ao frio intenso - e viu, no céu noturno, as flores abertas da cerejeira sorrindo para a lua enevoada. Tomada pela beleza, ela levantou-se e curvou-se na direção da vila, em sinal de agradecimento, com essas palavras:
Através de sua bondade ao recusar-me abrigo descobri-me sob as flores na noite desta lua enevoada.
Ela se sente agradecida. Cheia de gratidão, agradece aquelas pessoas que lhe recusaram abrigo. Do contrário estaria dormindo sob um teto comum e teria perdido essa bênção – o cerejeiro florido, esse sussuro com a lua enevoada, e o silêncio da noite, esse profundo silêncio da noite. Não está zangada, ela aceita o que aconteceu. Não só aceita-o, o recebe com boas vindas, ela sente-se grata. A pessoa torna-se um buda quando aceita tudo que a vida traz, com gratidão.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Uma parábola da ambição e da pressa
Além da ganância
Sempre que as pessoas se tornam gananciosas, elas ficam bem apressadas, e tentam encontrar meios de ir mais rápido. Estão sempre correndo pois acreditam que a vida está se esgotando. São essas as pessoas que dizem, "tempo é dinheiro."
Tempo é dinheiro? Dinheiro é muito limitado; o tempo é ilimitado. Tempo não é dinheiro, tempo é a eternidade. Sempre foi e sempre será. E você sempre esteve aqui e sempre estará aqui.
Então abandone a ambição e não se incomode com o resultado. Às vezes acontece que, devido a sua impaciência, você perde muitas coisas.
O homem fica completo se estiver em sintonia com o universo; caso contrário estará vazio, completamente vazio. E dessa vacuidade procede a ganância. A ganância serve para preencher esse vazio – com dinheiro, com casas, com mobília, com amigos, com amantes, com qualquer coisa – pois ninguém pode viver vazio. Isso é horrível, é uma vida fantasma. Se você estiver vazio e nada houver dentro de você, fica impossível viver.
Para ter a sensação de plenitude, só há dois caminhos; ou você entra em sintonia com o universo... Assim você fica preenchido pelo todo, com todas as flores e estrelas. Elas estão dentro de você assim como estão fora de você. Essa é a verdadeira plenitude. Mas se não fizer isso – e milhões de pessoas não estão fazendo isso – então o mais fácil é preencher o vazio com qualquer porcaria.
Ambição simplesmente significa que você está sentindo um vazio profundo e você quer preenchê-lo com o que for possível, não importa o que seja. E uma vez que você compreende isso, então você nada mais tem a ver com a ambição. Você tem algo a ver com vir para uma comunhão com o todo, assim a vacuidade interior desaparece. E com isso, toda ganância desaparece.
Mas há pessoas loucas por todo o mundo, e elas estão colecionando coisas para preencher a vacuidade delas. Há quem esteja acumulando dinheiro embora nunca o utilize. Há os que comem compulsivamente; e ainda que não sintam fome continuam a engolir. Sabem que isso irá criar sofrimento, que ficarão doentes, mas não conseguem parar. Essa comilança também é uma forma de preenchimento.
Portanto, pode haver muitas maneiras de preencher o vazio, embora este nunca seja preenchido – permanece vazio, e você permanece miserável, pois nunca há o bastante. Mais é necessário, e esse mais e a exigência por mais é infinita.
Você precisa entender a vacuidade que você está tentando preencher, e faça a pergunta, “Porque estou vazio? A existência é tão plena, porque me sinto vazio? Talvez tenha perdido o rumo – não esteja mais movendo-me na mesma direção, não seja mais existencial. Essa é a causa da minha vacuidade.”
Então siga a existência.
Relaxe, e aproxime-se da existência em silêncio e paz, em meditação. E um dia você irá perceber que estará pleno – abundante, transbordante – de alegria, de êxtase, de bem-aventurança. Você estará tão pleno desses sentimentos que poderá distribuí-los para o mundo inteiro e ainda assim não se sentirá cansado.
Nesse dia, pela primeira vez você não terá qualquer ambição – por dinheiro, por comida, ou por qualquer outra coisa.
Você viverá naturalmente, e encontrará tudo que você precisar.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Sabedoria Nativa
Diz a sabedoria indígena que quando
não cumprimos o que prometemos,
o fio de nossa ação,
que deveria estar concluída
e amarrada em algum lugar,
fica solto ao nosso lado.
Com o passar do tempo,
os fios soltos enrolam-se em nossos pés
e impedem que caminhemos livremente.. .
ficamos amarrados às nossas próprias palavras.
Por isso os nativos têm o costume
de "por-as-palavras- a-andar",
que significa agir de acordo com o que se fala;
Isso conduz à integridade entre
o pensar, o sentir e o agir no mundo
e nos conduz ao Caminho da Beleza
onde há harmonia e prosperidade naturais.
O monge e a prostituta
Permanecendo CENTRADO
Onde quer que você esteja, fique centrado, torne-se mais alerta, viva de forma mais consciente. Não há nenhum outro lugar para ir. Tudo que tiver de acontecer, precisa acontecer dentro de você, e isso só depende de você.
Você não é um marionete, e as cordas que o sustentam não estão nas mãos de ninguém. Você é um indivíduo absolutamente livre. Se decidir permanecer nas ilusões, você pode ficar assim por muitas e muitas vidas. Se você decidir dar o fora, basta um único instante para decidir. Você pode deixar para trás todas as ilusões agora mesmo.
Buda estava em Vaishali, onde Amrapali viveu – Amrapali era uma prostituta. No tempo de Buda, na Índia, era comum que as mulheres mais bonitas de qualquer cidade não seriam permitidas casar com qualquer pessoa, pois isso irá criar desnecessário ciúmes, inveja, conflito, luta. Assim as mais belas mulheres tinham que se tornar nagarvadhu - esposas da cidade inteira.
Isso não era vergonhoso de maneira alguma; pelo contrário, elas eram muito respeitadas. Não eram prostitutas comuns. Só eram visitadas por aqueles muito ricos, ou reis, príncipes, generais – a classe mais alta da sociedade.
Amrapali era muito bonita. Um dia ela estava no seu terraço e viu um jovem monge Budista. Ela nunca tinha se apaixonado por alguém, mas ela sentiu-se subitamente apaixonada – um jovem de uma tremenda presença, percepção, graça. O jeito que ele caminhava... Ela desceu correndo e disse a ele, “Dentro de três dias a estação chuvosa vai começar...” Ela sabia que monges budistas não se movem durante quatro meses durante os quatro meses da estação de chuvas. Amrapali disse, “Eu lhe convido para ficar na minha casa durante os próximos quatro meses.”
O jovem monge respondeu, “Vou perguntar ao meu mestre. Se ele permitir, ficarei.”
O jovem monge foi, tocou nos pés de Buda e contou a história toda, “Ela me pediu para ficar os quatro meses na casa dela. Eu disse a ela que iria consultar meu mestre, então estou aqui... farei o que você disser.”
Buda olhou em seus olhos e disse, “Você pode ficar.”
Isso foi um choque. Dez mil monges... Houve grande silêncio mas muita raiva, muita inveja. Depois que o jovem saiu para ficar com Amrapali, os monges começaram a trazer fofocas todos os dias, “Toda a cidade está em rebuliço. Só se fala numa coisa – que um monge budista está na casa de Amrapali.”
Buda disse, “Vocês deveriam guardar silêncio. Eu confio no meu monge. Eu olhei nos de seus olhos – não havia nenhum desejo. Se eu tivesse dito não, ele teria se chateado. Eu disse sim... ele simplesmente foi. E eu confio na consciência dele, na sua meditação. Porque vocês ficaram tão agitados e preocupados?
Após quatro meses o jovem voltou, tocou nos pés de Buda – e com ele estava Amrapali, vestida como uma monja budista. Ela tocou nos pés de Buda e disse, “Eu dei o máximo de mim para seduzir seu monge, mas foi ele que me seduziu. Ele me convenceu pela sua presença e percepção que a verdadeira vida consiste em segui-lo.”
E Buda então disse para a assembléia de monjes, “Agora, estão satisfeitos ou não?” Se a meditação for profunda, se a percepção for clara, nada pode perturbá-la. Amrapali tornou-se uma das mulheres iluminadas entre os discípulos de Buda.
OM MANI PADME HUM
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