Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Quem sou EU?

"Sábio entre os homens, devoto

e perfeito realizador de toda a obra é aquele

que pode ver a inação na ação e a ação na inação. "Sri Krishna

Não há nenhum centro no ser humano, apenas a existência tem um centro.

Ao aprofundar na questão “quem sou eu” não achamos resposta, mas simplesmente vemos que não há nenhum eu, nenhum centro. Assim o corpo e a mente ficam no seu verdadeiro lugar (de onde nunca saíram), caindo assim conceitos como interior e exterior, “eu” e “você”.

Se entrarmos em uma onda, veremos que é o mesmo interior do oceano, o que somos é o oceano.

No seu “mim”, eu e o todo estamos incluídos e vice-versa. Existe o âmago e a casca apenas aparenta existir, pois na periferia tudo muda, por isso tudo somente “pisca” brevemente entre duas inexistências.

O centro nunca muda, é eterno. Até mesmo passado, presente e futuro são irrelevantes pois pertencem ao tempo.No fundo não somos nem temporais, nem espaciais, nem temos objetivos, nem causa, porque só o que muda está sujeito a essas regras.

Algo como o Hatha Yoga, pode harmonizar o seu corpo, preparando para o Raja Yoga, que tornará mais fácil de sua mente absorver isso (Jñana Yoga), embora nada disso seja um critério necessário. Mas ambos podem permitir ao leigo um terreno fértil para o Jñana Yoga, o centramento no imutável.

Quando nos centramos no imutável, o contínuo acontecer será algo como uma brincadeira, sem nenhuma tensão, porque não faz diferença. Mas só realmente não fará diferença para aquele que compreendeu isso e não está mais em tensão. Fora isso o engano prevalece pois o ego (ahamkara) apesar de ilusório, iludirá uma tensão. A questão é ver isso como ilusão.Para haver tensão é necessário haver identificação, que precisa de um ego que surge quando há um agente e um objetivo.

Por acaso no centro, onde nada está mudando, agente e objetivo são relevantes? Os pensamentos, por exemplo, são insignificantes, pois não há como interferir. E quando vemos que as coisas simplesmente acontecem, apenas ser será o suficiente, apenas acontecer junto (até mesmo porque não temos escolha).

Tudo está acontecendo eternamente e nessa sucessão de acontecimentos não há agente, apenas acontecimentos.O “eu faço” vem da memória, mas na observação pura, acontecimentos e não-acontecimentos não fazem diferenças. Apenas sendo um não-agente, absolutamente passivo, sucesso e fracasso, raiva e amor, “quebrando-o-pau” e “tudo-em-paz”, bondade e maldade, certo e erado são acontecimentos e não um fazer. No fundo não há nenhum fazer e deixar-se iludir por isso (mente) traz tensão.

O que você ganhou com sua louca atividade constante até agora? Tente assim! Agora! O que tem a perder? Não estou falando de passividade física, mover-se ou não é irrelevante, a verdadeira passividade é ver essa questão bem clara e ver que não há agente.

As ações do corpo são determinadas pelos pensamentos, os quais você não comanda. E para ver isso é só perceber que sua mente será condicionada pelo próximo pensamento, que você nem sabe qual será, ele será jogado de algum lugar na sua mente. Que tipo de controle você pensa que tem? Você pode escolher se permite sua mente ser mais atenta, relaxada, sem expectativas ou regras, isso trará o terreno ideal para a Visão. E quando houver a visão de que você sempre foi essa consciência cósmica, eu te perguntarei: onde esta tensão?

Aí você passou pelo “Esclarecimento” de sua mente, aos poucos será “Absorvido” por isso. É um tempo até corpo e mente assimilarem. Então tudo será um filme de comédia, até mesmo a própria tensão. Você brincará com a ilusão e saberá, pela sua própria vivência, o que é real.

Nada!

(enviado por alguém)

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