Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Onde está o EU?

“Tudo existe, é um dos extremos.
Nada existe, é o outro extremo.
Devemos sempre nos manter afastados
desses dois extremos
e seguir o Caminho do Meio”Siddharta Gautama, O BUDHA (563-483 a.C.)

As perguntas são as chaves misteriosas da verdadeira realização. E assim a pergunta se torna mais importante que a resposta, porque a pergunta é a busca e a resposta é o desvio da mesma. Compreendo agora quando se pergunta: "Quem sou Eu?" e na resposta: "Neti, neti (isto não, isto não". Isto não é uma rejeição e sim a afirmação do que os mestres dizem: "Esvazie-se de todas as respostas e no vazio, encontre o Eu!"

O que é o Eu? É este corpo? É esta mente? Onde pode este eu habitar aquilo que não existirá um dia?

Percebo a alquimia interior como aquela que favorece o mergulho no Eu. Eu, o indivíduo, este ser que não morre. Será imortal e eterno? Onde se funde o princípio da individualidade, onde se origina? Fico nessa, a perguntar: de onde vem e para onde vai? Quem sou EU?

Mestres falam da eliminação do eu como ego, mas será este capaz de deixar de existir? Ou haverá somente uma transformação na forma como o ego-personalidade se expressa, se manifesta e co-existe com a verdade essencial?

Para Sidhárta Gautama: "Aí está o Eu, aqui está a verdade. Aí onde está o Eu, não existe a verdade e, onde está a verdade, não existe o Eu. O Eu é o erro fugitivo do Samsara: é o individualismo que isola e o egoísmo gerador da inveja e do ódio.

O Eu é o insensato ardor pelo prazer, o que ocorre como louco aos triunfos da vaidade. A verdade é a compreensão justa das coisas, é o permanente e o eterno, o real em toda a existência, a felicidade da senda direita. A existência do Eu é uma ilusão e não há, no mundo, subterfúgio nem vício que não se derive da afirmação do Eu. Ninguém pode possuir a verdade senão sob a condição de reconhecer que o Eu é uma ilusão.

Ninguém pode seguir a reta senda, senão depois de libertar seu espírito das paixões egoístas. A paz perfeita não pode se estabelecer senão quando desaparece toda vaidade. Somente a eliminação do Eu pode nos permitir a liberação do círculo das cento e oito existências simbolizadas pelo colar de Buda. Eis aqui as chaves para lográ-lo."

Segundo Ánanda Kúmaraswámi, em a Dança de Shiva: "O lugar onde o ego é destruído representa o estado em que a ilusão e as ações são reduzidas a cinzas. É ali que dança o Natarája."

Por isso o crematório e o cemitério tem um papel tão importante. Onde se queima o corpo, onde morre o desnecessário.

Procurar o quê? Se já está aqui e sempre esteve? Parece que quanto mais se procura, menos se acha, porque a procura cega os olhos da percepção sutil da real essência.

Quando a procura finaliza, a busca cessa...

OM TAT SAT!

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