Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Carroça - um conto zen

O Zen é uma forma de Budismo característica do Japão; uma filosofia de vida que ainda hoje influência, e muito, o povo japonês. Consiste na procura da iluminação através do autoconhecimento; uma busca que ultrapassa os obstáculos da mente lógica a fim de encontrar a verdade em seu estado puro. Uma percepção extra-sensorial das coisas. Um ensinamento especial que não envolve palavras ou letras: apenas chama a atenção para a verdadeira essência do homem, alcançando a iluminação. O Zen também prega autocontrole, disciplina e simplicidade no viver.

As raízes do Zen estão na China e na Índia, é uma variação do Budismo tradicional. Houve uma época em que monges budistas acreditavam que era preciso decorar livros e sutras budistas para se atingir o Satori (iluminação). Assim, o conhecimento intelectual era muito valorizado. Em oposição a esse pensamento, surgiu uma nova corrente do budismo, que pregava o desapego aos livros e às escrituras. Essa nova forma de pensar ficou conhecida como Ch'an na China, e foi estabelecida por Bodhidharma, que veio da Índia no século VI.

***

Um Imperador, sabendo que um grande sábio Zen estava às portas de seu palácio, foi até ele para fazer uma importante pergunta:
"Mestre, onde está o Eu?"

O mestre então pediu-lhe:
"Por favor traga-me aquela carroça que está lá."

A carroça foi trazida. O sábio perguntou:
"O que é isso?"

"Uma carroça, é claro," respondeu o Imperador.

O mestre pediu que retirasse os cavalos que puxavam a carroça. Então disse:
"Os cavalos são a carroça?"

"Não."

O mestre pediu que as rodas fossem retiradas.
"As rodas são a carroça?"

"Não, mestre."

O mestre pediu que retirassem os assentos.
"Os assentos são a carroça?"

"Não, eles não são a carroça."

Finalmente apontou para o eixo e falou:
"O eixo é a carroça?"

"Não, mestre, não são."

Então o sábio concluiu:
"Da mesma forma que a carroça, o Eu não pode ser definido por suas partes. O Eu não está aqui, não está lá. O Eu não se encontra em parte alguma. Ele não existe. E não existindo, ele existe."

Dito isso, ele começou a se afastar do surpreso monarca.

Quando estava já afastado, voltou-se e perguntou-lhe:
"Onde Eu estou?"

Nenhum comentário:

Postar um comentário