Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um poema de Rumi, o místico do AMOR

"Despertem amantes,
é hora de iniciar a jornada!

Vamos beijar a terra
e fluir tal qual um rio em direção ao Oceano.
É melhor fazer essa jornada bem acompanhado.
E apenas o amor pode mostrar o caminho!"


Perdão e Introspecção...

Este ser humano é uma residência.
Cada manhã é uma nova chegada.

Uma alegria, uma depressão,
um significado sem sentido qualquer.

Alguma consciência momentânea
vem como um visitante inesperado.

Dê as boas vindas e entretenha-os todos.
Mesmo se são uma multidão de amarguras,
as quais varrem violentamente sua casa
e esvaziam para fora toda a sua mobília.

Ainda assim trate cada convidado
de forma honorável.

Ele pode ser estar clareando você para fora
em direção a algum prazer novo.

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontre-os no riso da porta e convide-os para entrar.

Seja grato para quem quer que venha,
porque cada um foi emitido como um guia do ALÉM.



Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī, também conhecido como Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Balkhī ou apenas Rumi, é considerado um dos maiores místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor. Sua influência na filosofia, literatura, misticismo e cultura foi tão profunda que por toda a Ásia Central e países Islâmicos quase todos os sábios religiosos, místicos e filósofos refletiram sobre seus escritos durante vários séculos. Nasceu no Afeganistão em 30 de setembro de 1207, viveu grande parte da sua vida no Irão e passou seus últimos anos na Turquia. O dia 17 de dezembro é celebrado em diversos lugares do mundo como o dia do casamento de Rumi, a noite em que ele morreu e atingiu a união perfeita.

"Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.

Na verdade,
somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos
tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu."

A vida mística de Rumi foi completamente transformada por seu encontro com a figura misteriosa e fascinante do monge errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos". Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que Rumi produziu uma obra de 40.000 versos, dentre eles são bastante famosos Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e Divan de Tabriz.

A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. Dificilmente na história da mística universal são encontrados poemas de amor com tamanha precisão, sensibilidade e paixão. Trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões, mas que tudo enlaça numa unidade última e radical tão bem expressa no poema Eu sou Tu :

"Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi).
Tu, o Um em tudo, diz quem sou.
Diz: 'eu sou Tu'.
Ou o outro:
'De mim não resta senão um nome, '
tudo o resto é Ele."

Inerente à experiência místico-amorosa é a embriagues do amor que torna o místico um "louco de Deus" como São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Ávila, Santa Xênia da Rússia e o próprio Rumi. Num poema do Rubai’yat, expressando esta embriaguez mística, ele diz:
"Hoje eu não estou ébrio,
sou os milhares de ébrios da terra.
Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".



Também como expressão da “loucura divina”, Rumi criou a sama, a dança extática dos dervixes girantes (Mevlevi), uma meditação em movimento em que cada dervixe percebe seu ego se dissolvendo e entra em ressonância com o espírito universal.

Dervixe significa 'passagem'. Girar é uma imagem de como o dervixe se torna um lugar livre para o humano e o divino se encontrarem. Para alcançar o Todo, a parte deve ficar louca, ou seja, abandonar o ego.

Um comentário:

  1. que lindooo,,lindooo mesmo ,,como é bom viver e poder sentir tudo isso,,lindo sua pagina e tudo que tem nele,,abraço..agradecida por existir.

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