Recorda desde a divina matriz o real propósito a que vens AQUI e pelo qual AGORA te manifestas!

Enquanto um diz: Namastê, te saúdo e te reconheço como a sagrada divindade. Em outro lugar, o outro pulsa: In lake´sh, eu sou o outro em você a serviço planetário da compreensão, da aceitação, da cura, da libertação e da realização.

Aquele que tudo vê, nos inspira e responde: "Com visão e esperança danço e canto para o coração divino." Acredito que assim nasce o puro, verdadeiro e divino AMOR, nossa responsabilidade básica.

Aqui e agora é tudo que existe de ETERNO. Respiro e sinto o que simplesmente É e dentro dessa Eternidade, a lembrança IMORTAL: SOMOS UM na Divina Presença.

Seja uno com cada ser-elemento manifesto e a gratidão lhe conecta na fonte de amor e alegria infinita, paz e compaixão infinita, paciência e tolerância infinita.

No espelho do ser, o reflexo D´eus. A união do Todo se traduz num som... OM... AMEM... silêncio!

OM TAT SAT OM...


segunda-feira, 14 de abril de 2008

A força da Oração

A GRANDE INVOCAÇÃO



DO PONTO DE LUZ NA MENTE DE DEUS,
QUE A LUZ AFLUA ÀS MENTES DOS HOMENS;
QUE A LUZ DESÇA SOBRE A TERRA.

DO PONTO DE AMOR NO CORAÇÃO DE DEUS,
QUE O AMOR AFLUA AOS CORAÇÕES DOS HOMENS;
QUE CRISTO DESÇA À TERRA.

DO CENTRO ONDE A VONTADE DE DEUS É CONHECIDA,
QUE O PROPÓSITO GUIE AS PEQUENAS VONTADES DOS HOMENS;
O PROPÓSITO QUE OS MESTRES CONHECEM E SERVEM.

DO CENTRO A QUE CHAMAMOS A RAÇA HUMANA,
QUE SE REALIZE O PLANO DE AMOR E DE LUZ
E SE SELE PARA SEMPRE A PORTA DO MAL.

QUE A LUZ, O AMOR E O PODER RESTABELEÇAM O PLANO NA TERRA.

Ensinamentos do bambu

"Não devemos permitir
que alguém saia de nossa presença
sem se sentir melhor e mais feliz. "Madre Tereza de Calcutá

Já tive vivências bem fortes nos bambuzais. Nas experiências que tive, por vezes vou apenas e me sento no meio dos bambus, parar para ouvir suas mensagens, onde me trazem canções e poesias, tal qual o sereno balbuciar da brisa que os embalança de um lado para o outro. As vezes, apenas os observo, vejo suas formas, admiro suas cores e larguras, também sinto suas texturas no contato mais profundo, entre o tornar-se uno com o bambu... Vivo os sentidos nessa integração que me ensina a ser mais verdadeira, simples e essencial!

Veja a foto abaixo por alguns instantes e entre no meio dessa vida natural, onde a natureza por si só em sua simplicidade tanto nos ensina.


Abaixo as 7 verdades do Bambu, fonte retirada do livro “Buscando as coisas do Alto” de Padre Léo :

1) ter HUMILDADE em reverência ao Supremo e render-se à Fonte Única. Perante as dificuldades, afirme: "Eu sou o fruto da Vontade Divina e que seja feita a Tua Vontade".
2) criar RAÍZES PROFUNDAS em Deus na oração e na entrega. "Como é acima, assim é abaixo e o que está dentro está fora!"
3) primar a COOPERAÇÃO, um bambu nunca está só, pois que vive no coletivo, em moita ou comunidade. "Serviço é o cooperar para o bem e pelo bem de todos"

4) não ter GALHOS, ensina a não se permitir criar galhos. Não perca tempo na vida tentando proteger os galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

5) ser cheio de “NÓS” (e não de eu’s ). Como ele é ôco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Deixar o eu inferior de lado e ser mais pelo humanitário-altruísta.

6) ser ÔCO ou VAZIO DE SI MESMO, porque se não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser ôco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

7) a META, firme no propósito, o bambu só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a meta de todos nós.



Assim é!
OM

Grande Profeta

"O amor verdadeiro existe no coração.
Este amor não pode ser pronunciado nem expresso em palavras.
As palavras pertencem ao intelecto.
Não há amor nas palavras; só ego.
Vá além das palavras para chegar ao coração. "
Amma


Mais lindo que o admirar em contemplação, é o se integrar com tudo que há, quer seja um pingo de chuva ou raio de sol!


Grande Profeta fale-me do Amor

E ele ergueu a cabeça, olhou nos meus olhos, olhou para o céu.
Mergulhado no silêncio de si mesmo falou com a voz plena e profunda...

Quando o Amor te chamar, pegue-o!
Embora seus caminhos sejam árduos e desafiantes

E quando Ele te envolver com suas asas, ceda!
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir

E quando Ele falar, acredite!
Embora sua voz possa despedaçar seus sonhos como o vento devasta o jardim

Pois da mesma forma que o Amor coroa ele crucifica
E da mesma forma que ele te faz crescer ele cega
E da mesma forma que ele sobe a sua altura e acaricia seus mais delicados ramos que se embalam ao sol
Ele desce até as suas raízes e a sacode no seu apego a terra
Como feixes de trigo o Amor te aperta junto ao seu coração
Ele te debulha para expor a sua nudezE
le te peneira para te libertar das palhas
Ele te amassa para te tornar maleável
Então, Ele te leva ao Fogo Sagrado e te transforma no pão místico do banquete Divino

Todas estas coisas o Amor fará contigo para que conheça os segredos do teu próprio coração, e assim, se converta no fragmento do coração da vida
Mas se o medo te faz buscar somente a paz do Amor, o gozo do amor, então, melhor seria cobrir sua nudez e abandonar-se no mundo sem estações, aonde se ri, mas não todos os risos e se chora, mas não todas as lágrimas

O Amor nada dá se não de si próprio
E nada recebe se não de si mesmo
O Amor não possui e não quer ser possuído
O Amor se basta no próprio Amor
Quando você Ama não diga Deus está no meu coração
Diga antes, eu estou no coração de Deus

E não imagine que possa dirigir o curso do Amor
Pois o Amor, se te achar digno, determinará ele mesmo seu próprio curso
O Amor não tem desejos se não o da própria realização
No entanto, você Amar e precisar ter desejos
Que sejam estes os teus desejos
De fluir no Amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite
De conhecer a dor e sentir muita ternura
De cair ferido pela própria compreensão do Amor
De sangrar plena e alegremente

Acordar com o coração aberto e agradecido pelo novo dia de Amor
De descansar ao meio dia e meditar sobre o êxtase do Amor
De voltar para casa ao entardecer com Gratidão pelo Amor
E de adormecer com uma prece no coração para o Bem Amado
E nos lábios uma canção de bem aventurança

O Profeta - Khalil Gibran - "AMOR Fonte de Toda a Existência"
OM... Ternura...
Sincero Amor Puro, Puramente Incondicional

Da Vinci

"O que for a profundeza do teu ser, assim será o teu desejo
O que for o teu desejo, assim será a tua vontade
O que for a tua vontade, assim serão os teus atos
O que forem os teus atos, assim será o teu destino"

Brihadáranyaka Upanishad

Um homem à frente de seu tempo e tão atual, suas idéias são a arte, as palavras e uma infinidade de expressão que repercutem pela humanidade aguçando aos que ouvem o chamado para que "Despertem!"




Abra seu espírito com as sete chaves de Da Vinci, aproveite a genialidade do pintor da Mona Lisa. Artista, inventor e cientista, o italiano Leonardo Da Vinci, o mestre do Renascimento, desenvolveu qualidades que se revelam sincronizadas aos anseios do homem do século 21. Há livros a fim de mostrarem como seguir os passos desse gênio para o aprimoramento espiritual.


- Da Vinci Decodificado: Descobrindo os Segredos Espirituais dos Sete Princípios de Leonardo (ed. Bertrand Brasil), sucessor de Aprenda a Pensar com Leonardo Da Vinci, de 1998. Gelb identifica na vida e na obra do mestre lições para compreender o potencial humano. Estabelecendo relações de sete princípios davincianos com conhecimentos e filosofias - como budismo, taoismo, filosofia grega, cabala e rituais sagrados dos dervixes da Turquia, só para citar alguns, ele transforma cada princípio em chaves para alcançarmos uma vida plena.


- os mistérios envolvendo suas criações desempenham um papel fundamental na trama de O Código Da Vinci (ed. Sextante) e também vira filme.


Diz o professor de história da arte Gilson Pedro, do Scriptorium, de São Paulo. “Sua influência histórica foi maior do que a dos outros dois (Michelangelo e Rafael), entretanto, pois além de gênio artístico era também cientista.”

Pintor e escultor, sim, e também inventor, astrônomo, engenheiro e matemático, Da Vinci conciliou ciências humanas e exatas. Deixou cadernos com estudos e croquis, nos quais reproduz vôos de pássaros e detalha projetos para máquinas voadoras, pontes e submarinos. Apesar de sua importância como artista, não produziu muitas telas. “Leonardo demorava anos para terminar as pinturas e, por isso, exasperava os que o contratavam”, lembra o professor Gilson Pedro. Para pintar a Mona Lisa, iniciada em 1503, ele levou três anos.


CORPO, MENTE E ESPÍRITO

Incansável pesquisador da natureza e da alma humana, Leonardo também foi pioneiro ao perceber a integração de mente, corpo e espírito. Para o consultor americano Michael J. Gelb, certas características da obra de Leonardo – como o equilíbrio entre arte e ciência e o cultivo da percepção e das sensações - suscitam questoes universais e oferecem respostas para buscas atuais - por exemplo, o sentido da vida e o caminho espiritual.


O Código Da Vinci AS SETE CHAVES DE DA VINCI

1 BUSQUE A VERDADE (CURIOSITÀ) Na busca de compreender a origem da vida e os mistérios da criação, Leonardo estudou incansavelmente o corpo humano. Exemplar da curiosidade do artista, seu desenho do embrião humano foi a primeira representação do tema. Ele mostra como todos nascemos com o desejo de saber e buscar a verdade. No livro, Gelb afirma: cada criança nasce com um potencial de genialidade, que, na maior parte dos casos, é perdido gradativamente ao longo dos anos. No livro, o consultor salienta que um dos passos para resgatar essa semente original é se tornar de novo uma criança, procurando observar o mundo e os outros com o olhar infantil da inocência, do não-julgamento e do interesse a respeito da vida.


2 ASSUMA A RESPONSABILIDADE (DIMOSTRAZIONE) Leonardo ajudou a construir uma visão de mundo original, baseada na observação e na experiência. Numa época em que prevaleciam o obscurantismo e os dogmas impostos pela Igreja, o artista sofreu inúmeras acusações. Porém nunca perdeu a coragem de persistir em suas pesquisas, considerando-se responsável por seus próprios julgamentos e procurando libertar- se de idéias e opiniões préconcebidas. “A maior ilusão que acomete o homem vem de suas próprias opiniões”, escreveu em seus cadernos. Ao cultivar o princípio da demonstração, ele mostrava que somos responsáveis por nossos atos, pensamentos e intenções. Ou seja, quando nos tornamos artífices dos resultados de nossa vida, fazemos escolhas mais sábias.


3 AGUÇE A PERCEPÇÃO (SENSAZIONE) Podemos desenvolver a percepção refinando os sentidos, como fez Leonardo. Assim ele viu coisas que ninguém mais era capaz de ver, como os detalhes dos movimentos de um pássaro e as nuances da luz do pôr-do-sol, que reproduziu em seus quadros. Para isso, alimentou sua sensibilidade perceptiva: trabalhava ao som de boa música, apreciava a textura dos tecidos finos, criou sua própria colônia (feita de lavanda e água de rosas) e se cercava de elegância e beleza. Fazia tudo isso não só para gozar tais prazeres, mas porque acreditava que “os sentidos são os sacerdotes da alma”, conforme escreveu. Para elevar a sensazione ao nível espiritual, é preciso despertar nosso olhar interior, ficar atento ao momento presente e sentir a alma de cada criatura viva, enxergando em cada uma delas a obra do Criador, como fez Da Vinci.


4 ENFRENTE A SOMBRA (SFUMATO) Essa palavra, derivada do latim fumus, descreve a qualidade brumosa e misteriosa das pinturas de Leonardo – e o melhor exemplo é a Mona Lisa. O efeito era complementado por outra técnica criada por ele: o chiaroscuro, o dramático contraponto de luz e sombra. Em muitas de suas obras, as figuras emergem da escuridão para a luz, da mesma forma que o artista representava o lado negro da natureza humana – inclusive o seu próprio. No século 20, o psicólogo suíço Carl Jung referiu-se a esse lado escuro como a sombra, enfatizando que, ao reprimi- la ou negá-la, só aumentamos seu poder. Como ela é inconsciente, para canalizar sua energia em direções positivas, diz Gelb, precisamos reconhecer o que projetamos sobre outras pessoas e começar a reconhecer as manifestações de juízos exageradamente negativos sobre os outros, os sentimentos de inveja ou superioridade e as ações movidas pelo impulso cego.


5 CULTIVE O EQUILÍBRIO (ARTE/SCIENZA) O que faz de Mona Lisa uma pintura tão fascinante? Um dos fatores é, certamente, o feito de Leonardo conciliar arte e ciência, a habilidade técnica e o conhecimento da anatomia com a fantasia de criador. Dono de uma arguta mente científica, interessado em física, química e matemática, ele aconselhava seus estudantes a contemplar formas abstratas, como nuvens e fumaça, como um estímulo à imaginação. O ar ambíguo de Mona Lisa a tornou um símbolo universal da representação do equilíbrio entre masculino e feminino, luz e sombra, energia yin (ativa e assertiva) e yang (passiva e receptiva). Segundo Michael Gelb, é um modelo de comportamento que significa saber discernir os momentos em que devemos ser pacientes e receptivos ou impetuosos e empreendedores.


6 ALIMENTE A INTEGRAÇÃO (CORPORALITÀ) A famosa ilustração de Leonardo chamada Homem Vitruviano (um corpo nu de braços e pernas abertos, circunscrito em um quadrado e um círculo) se tornou um símbolo universal da integração de mente, corpo e espírito. Apesar da busca pela beleza, em seus estudos de anatomia o artista procurou entender os segredos do corpo e, assim, alcançou uma nova compreensão da saúde e da cura. Entendimento que é quase uma profecia da abordagem holística (de holos, “todo” em grego) da medicina atual. “Os antigos chamavam o homem de microcosmo”, escreveu da Vinci, “e com certeza o termo foi bem escolhido.” Tanto que ele aconselhava: “Aquele que deseja manter-se em boa saúde deve evitar estados de espírito soturnos e manter a mente alegre”. Leonardo cultivava esse viés holístico em seus estudos, sempre procurando estabelecer conexões e compreender a relação entre as partes no todo. Por isso, em seu livro, Gelb nos convida a entender o corpo não só como um templo do espírito mas como um sistema de energia, cujo fluxo deve estar em harmonia com o do mundo ao redor.


7 PRATIQUE O AMOR (CONNESSIONE) Em inúmeras pinturas de Leonardo, especialmente as Madonas, transparece a intenção de retratar a face do amor divino. Para ele, o amor era a força por meio da qual se conectava a todo o resto. Tanto que escreveu: “O amor por si só me recorda de que é somente o amor que me faz consciente”. Em seus quadros, ao retratar com precisão a natureza, ele revelava seu amor pelas criações de Deus. Embora tenha se baseado em observações e análise científicas, e não em filosofia religiosa, a intuição de Leonardo sobre o padrão que liga tudo também se reflete na sabedoria espiritual universal. Por isso, sua lição é aprimorar conscientemente nossa conexão com algo maior que nós, todos os dias, por meio da prática do amor e de virtudes como gentileza, perdão, compaixão e caridade. Assim, disse Leonardo, “a virtude é nosso verdadeiro bem e a verdadeira recompensa daquele que a possui. Ela encontra abrigo em um coração nobre, assim como os pássaros nos galhos floridos das árvores”.

OM OM OM

terça-feira, 1 de abril de 2008

MU... UM... HUM... OM

“Você pode dividir o caminho em três passos:
o corpo, a mente e o coração.
O quarto acontece por si mesmo.
Ninguém pode fazê-lo.
Se você puder preencher
os três passos completamente,
de súbito acontecerá um salto quântico.
Você se encontrará
no centro de seu próprio ser”.
Osho





Um monge perguntou a Shau-shou, Um cachorro tem natureza de buddha não?
Shao-shou disse, Mu!

Wu-men disse,
Para estudar o Zen, vocês devem atravessar a barreira dos buddhas e dos professores ancestrais. Para [que se realize] a maravilhosa iluminação, vocês devem chegar ao fim da estrada da mente. Se não penetrarem na barreira dos professores ancestrais, se não chegarem ao fim da estrada da mente, então em tudo o que fizerem [procurando seguir o caminho de Buddha] vocês serão apenas um fantasma assombrando as florestas e campos.

Mas me digam, o que é a barreira dos buddhas e dos professores ancestrais? É esta única palavra Mu [chin. Wu, nada, não] — esta é a barreira do Zen. É por isto que é chamada a Barreira do Portão de Mu [chin. Wu-men-kuan, jap. Mumonkan] da escola Zen. Se puderem atravessá-la, não apenas verão Shao-shou em pessoa, mas também serão capazes de andar juntos, de mãos dadas, com todas as gerações de professores ancestrais. Juntarão as sobrancelhas com os professores ancestrais, verão através dos mesmos olhos e ouvirão através dos mesmos ouvidos. Não ficarão felizes?

Algum de vocês quer atravessar a barreira? Apenas façam surgir uma massa de dúvidas através de todos os seus corpos, extendendo-a através de seus trezentos e sessenta ossos e oitenta e quatro mil poros, assim que chegarem para agarrar esta palavra Mu. Tragam-na e mantenham sua atenção nela dia e noite. Não a entendam como um nada vazio e não a entendam como se vocês tivessem engolido uma bola de ferro vermelha e quente que não podem cuspir. Depois de um longo tempo, vocês se tornam totalmente puros e amadurecem; o interior e o exterior são espontaneamente fundidos em um. É como ser um mudo e ter um sonho — vocês só podem conhecê-lo para si mesmos.

Subitamente vem, estremecendo o céu e a terra. É como pegar a espada de um grande general em suas mãos — vocês cortam os buddhas e professores ancestrais assim que os encontram. No limiar na vida e da morte, encontram a grande independência soberana; vagam à vontade no samadhi entre todos as ordens de seres em todos os planos de existência.

Mas como trarão [o Mu de Shao-shou] e manterão sua atenção nele? Tragam a palavra Mu com toda a sua força vital. Se fizerem isto adequadamente, sem interrupção, será como uma lamparina da verdade — uma vez acessa, ela brilha.
(Por Jordan Augusto)


"Chegar no alto, no ponto onde todos chegam um dia, é antes de tudo estar diante da Purificação.Não importa se a caminhada foi tranqüila, se você andou devagar, tropeçou, cansou ou se foi conduzido. Todos, porém, tem que encontrar-se com a purificação.Se não és capaz de, pelo menos, tentar compreender os sinais que a Natureza-Mãe do planeta em que vives te envia, como ousas querer subir em uma nave e andar entre as estrelas?"
In lak'esh.


* Lú Albuquerque *

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Carroça - um conto zen

O Zen é uma forma de Budismo característica do Japão; uma filosofia de vida que ainda hoje influência, e muito, o povo japonês. Consiste na procura da iluminação através do autoconhecimento; uma busca que ultrapassa os obstáculos da mente lógica a fim de encontrar a verdade em seu estado puro. Uma percepção extra-sensorial das coisas. Um ensinamento especial que não envolve palavras ou letras: apenas chama a atenção para a verdadeira essência do homem, alcançando a iluminação. O Zen também prega autocontrole, disciplina e simplicidade no viver.

As raízes do Zen estão na China e na Índia, é uma variação do Budismo tradicional. Houve uma época em que monges budistas acreditavam que era preciso decorar livros e sutras budistas para se atingir o Satori (iluminação). Assim, o conhecimento intelectual era muito valorizado. Em oposição a esse pensamento, surgiu uma nova corrente do budismo, que pregava o desapego aos livros e às escrituras. Essa nova forma de pensar ficou conhecida como Ch'an na China, e foi estabelecida por Bodhidharma, que veio da Índia no século VI.

***

Um Imperador, sabendo que um grande sábio Zen estava às portas de seu palácio, foi até ele para fazer uma importante pergunta:
"Mestre, onde está o Eu?"

O mestre então pediu-lhe:
"Por favor traga-me aquela carroça que está lá."

A carroça foi trazida. O sábio perguntou:
"O que é isso?"

"Uma carroça, é claro," respondeu o Imperador.

O mestre pediu que retirasse os cavalos que puxavam a carroça. Então disse:
"Os cavalos são a carroça?"

"Não."

O mestre pediu que as rodas fossem retiradas.
"As rodas são a carroça?"

"Não, mestre."

O mestre pediu que retirassem os assentos.
"Os assentos são a carroça?"

"Não, eles não são a carroça."

Finalmente apontou para o eixo e falou:
"O eixo é a carroça?"

"Não, mestre, não são."

Então o sábio concluiu:
"Da mesma forma que a carroça, o Eu não pode ser definido por suas partes. O Eu não está aqui, não está lá. O Eu não se encontra em parte alguma. Ele não existe. E não existindo, ele existe."

Dito isso, ele começou a se afastar do surpreso monarca.

Quando estava já afastado, voltou-se e perguntou-lhe:
"Onde Eu estou?"

Onde está o EU?

“Tudo existe, é um dos extremos.
Nada existe, é o outro extremo.
Devemos sempre nos manter afastados
desses dois extremos
e seguir o Caminho do Meio”Siddharta Gautama, O BUDHA (563-483 a.C.)

As perguntas são as chaves misteriosas da verdadeira realização. E assim a pergunta se torna mais importante que a resposta, porque a pergunta é a busca e a resposta é o desvio da mesma. Compreendo agora quando se pergunta: "Quem sou Eu?" e na resposta: "Neti, neti (isto não, isto não". Isto não é uma rejeição e sim a afirmação do que os mestres dizem: "Esvazie-se de todas as respostas e no vazio, encontre o Eu!"

O que é o Eu? É este corpo? É esta mente? Onde pode este eu habitar aquilo que não existirá um dia?

Percebo a alquimia interior como aquela que favorece o mergulho no Eu. Eu, o indivíduo, este ser que não morre. Será imortal e eterno? Onde se funde o princípio da individualidade, onde se origina? Fico nessa, a perguntar: de onde vem e para onde vai? Quem sou EU?

Mestres falam da eliminação do eu como ego, mas será este capaz de deixar de existir? Ou haverá somente uma transformação na forma como o ego-personalidade se expressa, se manifesta e co-existe com a verdade essencial?

Para Sidhárta Gautama: "Aí está o Eu, aqui está a verdade. Aí onde está o Eu, não existe a verdade e, onde está a verdade, não existe o Eu. O Eu é o erro fugitivo do Samsara: é o individualismo que isola e o egoísmo gerador da inveja e do ódio.

O Eu é o insensato ardor pelo prazer, o que ocorre como louco aos triunfos da vaidade. A verdade é a compreensão justa das coisas, é o permanente e o eterno, o real em toda a existência, a felicidade da senda direita. A existência do Eu é uma ilusão e não há, no mundo, subterfúgio nem vício que não se derive da afirmação do Eu. Ninguém pode possuir a verdade senão sob a condição de reconhecer que o Eu é uma ilusão.

Ninguém pode seguir a reta senda, senão depois de libertar seu espírito das paixões egoístas. A paz perfeita não pode se estabelecer senão quando desaparece toda vaidade. Somente a eliminação do Eu pode nos permitir a liberação do círculo das cento e oito existências simbolizadas pelo colar de Buda. Eis aqui as chaves para lográ-lo."

Segundo Ánanda Kúmaraswámi, em a Dança de Shiva: "O lugar onde o ego é destruído representa o estado em que a ilusão e as ações são reduzidas a cinzas. É ali que dança o Natarája."

Por isso o crematório e o cemitério tem um papel tão importante. Onde se queima o corpo, onde morre o desnecessário.

Procurar o quê? Se já está aqui e sempre esteve? Parece que quanto mais se procura, menos se acha, porque a procura cega os olhos da percepção sutil da real essência.

Quando a procura finaliza, a busca cessa...

OM TAT SAT!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Anjo, quero SER o que eu já sou?

"O caminho ao paraíso é interior.
Agita as asas do amor.
Quando as asas do amor se fortalecerem,
não haverá necessidade de se preocupar com escadas."

Djalal ud-Din Rumi




Estava eu no computador entretida em organizar as fotos da Índia, quando algo me inspirou a abrir a janela. Tarde de um dia entre o sol e a chuva, entre os tons azuis-brancos-cinzas e as nuvens... Linda paisagem por entre as janelas das casas, basta apenas olhar e VER, o belo se manifesta de forma tão sublime e singular.

Momentos singelos da vida plena que se revela a cada instante, tudo é tão belo e sagrado. Há magia encantanda até na beleza do sorriso sem dentes da pessoa simples e pobre, mas repleta de bem-querer.

... silêncio OM...

Que delícia! Mesmo entre a selva de pedra de São Paulo, é possível estar atenta ao chamado e assim ao abrir a janela de mim mesma, ver o que está sempre aqui e dentro. Enquanto fora, respirei a brisa que me relembra a vida em sua beleza onde reside todas as virtudes, riqueza do amor sincero!

... silêncio OM...

Continuei a organizar os arquivos no computador, porém tempo depois na parede o reflexo dourado do pôr-do-sol. Que encanto! E mais um chamado, dessa vez era a chamada "hora dos anjos", um momento angelical que magnificamente reluzia nas nuances celestes.

Também percebi o meu lado anjo, como mensageira de Deus Pai-Mãe, a trazer as boas novas e as pacíficas mensagens de luz amorosa. Fecho os olhos e sinto minhas asas me conduzirem ao alto. Anjo de paz e pureza que somos, entre os desafios dos egos-personalidades-máscaras... Aqui estou e apenas EU SOU!

... silêncio... AUM... silêncio...

De um lado o deslumbre do pôr-do-sol e do outro as nuvens espessas e escuras... Espelhos dos opostos e complementares!

Entre o silêncio e o OM, dessa vez não me contive e fui à janela que dava vista à despedida do sol, só por hoje! Que espetáculo! Subi na escrivaninha do quarto do meu irmão e ali como estátua, me permiti estar e simplesmente SER o instante, apenas na contemplação do que simplesmente É!

A admirar aquele que todo dia cumpre seu papel dentro da contínua diversidade...

É tão claro o fato de que nunca um dia é igual ao outro, nem mesmo um pôr-do-sol é igual e ao mesmo tempo é!

Que complexidade singular e incrível!

E a magia da vida está presente como dádiva para aquele que se permite adentrar no portal atemporal da sincera verdade que nutre a sagrada presença em divina experiência.

AQUI ESTAMOS, vivos! Ouço, vejo e contemplo...

Som dos pássaros
e os raios do sol dourados se espalham,
enquanto passam as nuvens, ligeiras...
Magia, acalento,
silêncio...
OM...
No amor, respiro a inteireza do SER.
Na contemplação, a divina prece.

AgraDEUS'ço!

Universo encantado... ilimitado... infinito... maravilhoso...

OM... silêncio... OM...


"Continuai vosso amor fraternal.
Não vos esqueçais de abrigar estranhos,
porque assim alguns,
sem o saberem, já hospedaram anjos."Jesus Cristo